Read more: http://www.estimulanet.com/2012/06/colocar-cometarios-do-facebook-no.html#ixzz2HlMBclHn

sexta-feira, 11 de maio de 2012

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Poema da mamãe

Ontem recebi uma ligação da minha mãe dizendo: "Bruno, dá uma olhada no seu email que te mandei um poema pra você postar lá no seu blog."

Fui lá e dei o confere. Um lindo poema feito a dedo, com uma sábia mensagem. Bom, mais justo do que tentar escrever pra minha mãe e "as mães" nesta data comemorativa, melhor mesmo é ouvir dela sua própria mensagem de mãe que é, mas com certeza de filha que foi e continuará sempre sendo da Dona Edite.

Agradeço a Deus por ter minha mãe comigo, e também agradeço ao Pai por já ter recolhido Dona Penha e Dona Edite, minhas avós, que quando estiveram por aqui cumpriram seu belíssimo trabalho materno!

Confiram esse lindo poema da mamãe:

Mãe, mulher virtuosa!


Mãe

Mulher virtuosa e honrosa,
Os filhos, são sua prioridade
O esposo, enamorado inseparável
O lar, seu paraíso encantado.

Amor e bondade são sua marca,
Esforço e dedicação, sua rotina
Pela família se esmera todo dia.

Mulher de luta e que labuta,
E para pôr ordem na casa e o pão sobre a mesa,
Se empenha e se desdobra com alegria.
Que beleza de mulher, exemplo de sabedoria!


Mãe

Mulher guerreira, que sente dor
E até com fadiga enfrenta o labor.
Mulher corajosa, virtuosa
Sinônimo de bondade e amor!


Mãe

Jóia rara e valiosa,
Vida dolorosa, vida preciosa.
Que seria de nós sem Ela?
Certamente um silêncio e dor.


Por: Loeci de Abreu Ramos.
08/05/2012


sexta-feira, 4 de maio de 2012

E agora José?

"E agora José?" - Caso I

José era um moço sonhador. Filho até então caçula dentre onze irmãos (depois veio mais um) de Jacó e Raquel, (sendo ele o décimo primeiro filho de Jacó e primeiro de Raquel) era o que podemos chamar de o preferido do papai e o queridinho da mamãe.

Quando digo que era "sonhador" não me utilizo de força de expressão, insinuando que fosse um criador de fábulas ou devaneios. Ele era um jovem que recebera um dom muito especial da parte de Deus: recebia revelações em forma de sonhos.

Por ser o predileto dos pais, inteligente, bem tratado e por possuir nitidamente qualidades diferenciadas quanto a educação e bons modos, despertou o ciúme dos irmãos que mergulhados na inveja e loucura armaram um plano contra José: venderam o irmão como escravo ao Egito.

Daí pra frente, muitas coisas boas e ruins aconteceram a José. Ruim, de cara, vem o fato de ter se tornado escravo. Lamentável. Boa, foi a sorte de ter sido comprado por Potifar, um capitão do Rei do Egito muito respeitado, boa gente, que, ao invés de tratar José como escravo, percebeu nele suas qualidades cativantes e a unção da parte de Deus sobre ele e logo o pôs como homem de confiança, e mais: entregou-lhe a governança de sua casa e de tudo o que tinha.

Estando na administração da casa do capitão da guarda egípcia, Potifar, um homem de guerra, que vivia fora a treinar exércitos e guerrear guerras, tomava conta de todas as posses e propriedades pertencentes ao seu senhor. Nessa posição convivia cotidianamente com alguém em especial: a esposa de Potifar. Vejam só que situação: José um homem jovem, inteligente, amável, bonito, numa posição de destaque convivendo em uma casa onde perambulava meio sem ter o que fazer uma mulher, esposa de um marido - ao que tudo indica - ausente, utilizando todo o seu tempo ocioso pensando bobagens. Bobagens sérias, do tipo adultério mesmo. E José se tornou o alvo de suas investidas.

Pelo o que relata a Bíblia, muitos foram os ataques sedutores por parte da esposa infiel do oficial de Faraó. Ela "mandava na lata": "deita-te comigo". José por fidelidade a Deus e respeito a seu senhor sempre escapava. A coisa ia ficando cada vez mais apertada para José que por fim entra numa enrascada.

Um certo dia, cansada de ser ignorado por José, e ter seus desejos carnais frustrados, a esposa de Potifar "resolve partir pra cima". Aproveitou um momento a sós com José e o agarrou na tentativa de forçá-lo a se deitar com ela.

"E agora José?"

O que fazer agora? Encurralado, forçado, acoado, coagido e reivindicado por uma mulher carente e determinada a usá-lo como seu objeto sexual? Se a mulher falasse francês diria: "Joseph, mon amour...Couche avec moi."

José mes amis, assassinando talvez o seu próprio desejo carnal e certamente submetendo-se ao temor a Deus e a fidelidade para com o seu senhor toma a decisão mais crente que poderia tomar: fugiu, correu, pulou fora, vazou na braquiária, retirou-se a galopes para fora da casa, deixando inclusive sua capa nas mãos da candidata a adúltera.

O desdobramento desse episódio resumo em um parágrafo: A esposa traidora ardilosamente forjou uma acusação de tentativa de estupro por parte de José, fazendo-se valer da capa de José em suas mãos utilizando-a como suposta prova para sua falsa acusação. José foi preso, acusado de traição e tentativa de estupro, passou anos na prisão. Estando lá a graça do Senhor Deus estava sobre ele, de modo que achou graça ao carcereiro-mor da prisão, fora exaltado por ele a ponto de ser levado a presença de faraó para interpretar os sonhos reveladores que Deus o dava. Ganhou a confiança de Faraó. Foi nomeado governador do Egito. Reviu e salvou sua família da morte e resgatou a prosperidade perdida por parte do povo hebreu.

"E agora José?" - Caso II

Os registros históricos não são precisos o suficiente, mas tudo leva a crer que José nasceu mesmo na Judéia na cidade de Belém no século I a.C.. Preciso mesmo é dizer que possuía raízes nobres: sangue de rei nas veias, descendente do famoso e conhecido "homem segundo o coração de Deus" - Rei Davi, o matador de gigantes, o harpista dos pastos, o guerreiro dos sangues nas mãos, o general das grandes batalhas, o vitorioso de Israel, o salmista dos mil versos.

Descendência genealógica a parte, José era carpinteiro, fabricante de mesas, cadeiras e móveis: tudo para sua casa. Existem histórias e estórias sobre sua verdadeira trajetória de vida. Prefiro imaginá-lo como um homem sereno, talvez um pouco calvo, de poucas palavras, de atitudes certeiras e conduta ilibada. Um negociante respeitado lá na sua cidade, um sujeito boa praça, bem quisto do tipo que quando alguém pedia informação sobre ele outro alguém respondia: "Estás a negociar com José? Ah, esse é boa gente! Pode pagar adiantado que esse te entrega sua mesa direitinho do jeito que você encomendou."

Também o imagino como um homem de oração. Um daqueles que estava sempre a orar nas sinagogas todos os sábados, um daqueles que vivia a dar conselhos aos demais irmãos problemáticos da igreja, uma espécie de obreiro na casa do Senhor. Conjecturo um homem envolvido com as coisas de Deus, que desde a infância viajava a Jerusalém na cruzada da Páscoa. Ó coisa boa! Que sujeito gente fina toda vida...

Aconteceu que segundo a tradição do seu povo, José estava prometido a casamento a uma noiva: formosa, honrada, de família, virgem de tudo de nome Maria. Imagino a felicidade de todos ali frente a este casamento. José, Maria, os familiares...casamento é sempre um momento marcante não só na vida dos noivos que dantes viviam sós agora iniciam a nova vida conjugal, como também para as famílias, desposar uma filha, um filho, ainda mais naquele tempo em que casamento era um ato extremamente crucial e social. O sujeito tinha que casar bem, com moça direita, família de boa índole e tudo o mais.

Só que algo extramente novo, único e profundamente genuíno aconteceu àquela futura família prestes a se formar: José, com tudo certinho pra casar descobre que sua futura esposa está grávida.

"E agora José?"

Ora, ora, ora! Grávida de quem minha gente?! José não encostou nenhum dedo nessa moça! "Valei-me Deus, como isso foi me acontecer?! Logo eu, um homem tão temente a tí Senhor, esperei tanto minha varoa, agora essa mulher me aparece grávida?!" - Poderia ter pensado José. Ele deve ter caído em prantos, de joelhos, deve ter orado horas a fio. Deve ter jejuado...afinal, tudo marcado, tudo acertando, tudo arranjado, era só aguardar a hora do casório e a mulher de barriga! O que será que a sorte reservava a esse nobre carpinteiro?

Pensou, pensou, pensou, orou, orou, orou e como conhecia a regra vigente, de que se levasse Maria ao sinédrio ela seria condenada culpada e dificilmente escaparia da morte por apedrejamento, resolveu tomar uma decisão que colocaria fim a sua  reputação e seu bom nome: "intentou deixá-la secretamente", fugir, correr, pular fora, vazar na braquiária. Não! Não por fugir da responsabilidade meu amigo leitor! Mas no intuito de poupar  a vida de sua amada, fugiria, porque assim, a noiva poderia alegar que o filho era de José e o noivo sim que fugiu de suas obrigações. Maria ficaria inocente (ao contrário de morrer), e José levaria a culpa por abandonar sua futura esposa grávida...e ainda seria acusado de ter forçado a moça.

Amado irmão, mas aquela gravidez não era uma simples gravidez! Era fruto do Espirito Santo de Deus e quem Maria carregava era o salvador de toda a humanidade! Glória a Deus por isso. E nosso Deus não deixaria assim, essa coisa mal explicada, mesmo porque José foi escolhido para essa missão: ser o pai terreno de Jesus. E projetando José essa história de escapar o anjo do Senhor lhe aparece com a seguinte mensagem: "José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo; Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco. E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher; E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus. Mateus 1:25". Depois dessas coisas, José foi um pai exemplar, pai de família zeloso e marido presente.

"E agora José?" - Caso III

Havia um homem chamado José oriundo de Arimatéia, um povoado de Judá. Este não era um homem de origem pobre, plantador de milho, pescador, carpinteiro, oleiro ou outra profissão braçal que você possa imaginar da época de Jesus. José era senador, proprietário do moderníssimo cemitério em Jerusalém,  ilustre membro da assembléia, homem muito rico e um agente secreto de Jesus Cristo infiltrado no sinédrio. Tudo bem, essa parte de agente secreto coloquei por minha conta. Mas a verdade era que José se considerava seguidor de Jesus, mas em segredo. Ele tinha medo da reação dos judeus frente a sua conversão a pregação de Jesus. Afinal que inconcebível seria para um membro do Grande Sinédrio acreditar num "herege" como Jesus, chamado "O Cristo". Talvez seria catastrófico pra ele próprio, sua família, esposa, filhos, reconhecer abertamente que Jesus era o Senhor. Causaria um infarto no seu pai idoso, um surto de repúdio por parte de tanta gente que o respeitava.

José deveria ser o orgulho de Arimatéia. O povo devia se orgulhar desse grande homem. Empresário de sucesso, senador de renome, gente nobre, enchia de orgulho sua terra. Como envergonhar as autoridades e seu povo acreditando em algo tão estapafúrdio como o evangelho pregado por Jesus Cristo? Jesus estava sendo acusado pela vontade do sinédrio, não pelo voto de José que mantinha sua fé em Jesus durante todo o tempo. Em segredo.

Jesus então foi condenado a morte de cruz. Não diretamente por Pilatos, não por Herodes, mas pelos principais dos sacerdotes e escribas que o acusavam com veemência. E José ali, no meio dos outros, observando tudo, talvez com o coração apertado, de mãos atadas, sem ter o que fazer para defender o mestre, sem coragem para abrir a boca. Como revelar-se seguidor de Jesus abertamente a todos? A coisa estava ficando feia. Jesus fora sentenciado pelo povo e agora iria para o Gólgota pagar pelos erros que não cometeu. José sabia disso e nada podia fazer. Talvez soubesse que lá atrás Jesus repreendeu Pedro, sobre o cumprimento de sua missão. Preferiu se retrair. "Segurou a onda", "deixou rolar". Alí na reconfortante segurança do anonimato.

Jesus morreu crucificado. Tudo fora consumado. Houve trevas. O véu do templo de rasgou ao meio. O povo viu a manifestação do poder de Deus. Agora, ali, restava o corpo sem vida de Jesus, exposto à multidão. É bem provável que José tenha pensado com lágrimas nos olhos: "Olha Jesus, o filho de Deus! Entregou a vida dele por mim, sem medo, sem pecado, esse homem puro sem acusação alguma se entregou a morte de cruz por amor a todas essas almas."

"E agora José?"

"Do que valeria ser um inútil servo de Jesus? O que valeria servir ao Rei dos reis e não se apresentar ao serviço? E mais: se Jesus sofreu a consequência maior de morte de cruz, que consequência ruim o suficiente recairia sobre mim pior do que essa?"

Tomado por um desejo profundo de ser útil, José então busca uma coragem até então escondida nos subterfúgios do coração e sai em disparada ao encontro de Pilatos, um amigo de outras oportunidades. Subiu as escadas com passos firmes, cara sisuda, circunspecto, determinado e corajoso. Passou pelos soldados utilizando-se do salvo-conduto peculiar à sua função, e adentra ao palacete de Pilatos, solicitando de uma tacada só, sem rodeios o que na verdade veio reinvidicar: "Pilatos, eu quero o corpo de Jesus. Vou lhe dar um sepultamento digno." Pronto, não havia mais segredo! O povo agora sabia. Os doutores acabaram de tomar conhecimento e ficaram chocados. Bem que todos os indícios já apontavam pra isso: José era um seguidor secreto de Jesus esse tempo todo.

Não se sabe as consequências humanas de reprovação que José sofreu. A Bíblia não relata mais a respeito desse homem que cuidou do funeral digno de Jesus. Alguns livros apócrifos dos séculos seguintes afirmam  que ele foi reprovado juntamente com Nicodemos por se revelar seguidor de Jesus, e por isso tenha conhecido a prisão. São especulações e conjecturas que não nos dizem respeito. Mas o fato é que José fora tocado de maneira especial. Revelou-se, declarou-se publicamente sobre sua fé em Jesus. Não pensou mais nas consequências. Entendeu que seria cristão de verdade independente da patente ou classe social que fazia parte.

Morreu, assim como o destino final de cada um de nós aqui na terra. Mas seu testemunho permanece registrado nas escrituras sagradas e na hora de responder aos dilemas da vida soube escolher a melhor resposta.
- x -

*Parafrasear um poema secular de Carlos Drummond de Andrade intitulado José apelidado de "E agora José" frente ao evangelho é algo a princípio surreal e inimaginável. No entanto, peguei o gancho de seu título e "linquei" aos nossos "Josés" bíblicos, que talvez a você, como muitas vezes a mim passam despercebidos, ou então apresentados como heróis bíblicos em nossos sermões alheios aos seus dilemas e dramas pessoais. No entanto, eles eram pessoas normais assim como eu e você. E frente ao evangelho, quando eu e você formos confrontados saberemos dar a resposta correta? E agora Bruno? E agora Marcos? E agora Samantha? E agora Suzana? E agora Paulo? - O que fazer para prosseguir daqui pra frente?

Assim como esses nossos irmãos bíblicos, saibamos escolher a melhor resposta e prosseguir para o alvo.



"Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim,
Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus".  Filipenses 3:12-14









sábado, 28 de abril de 2012

E vós, quem dizeis que eu sou?

"Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?"
Mateus 16:15




CERTA feita Jesus fez esta indagação aos seus discípulos. O contexto bíblico em que isso ocorre é muito interessante.

Pouco antes dessa pergunta, aconteceu algo intrigante: os fariseus e os saduceus estavam 'tentando' Jesus. 

Imagine a cena: cercaram Jesus e pediram para o Nazareno lhes apresentar um sinal:

-  "Jesus, então você é o Messias enviado por Deus? É o profeta Elias? Então prove nazareno! Prova pra nós sua divindade, manda um sinal agora que eu quero ver."

Jesus sabiamente, conhecendo as intenções dos corações dos incrédulos e escarnecedores, lhes dá uma resposta dura e certeira, sem margem para erro ou duplas interpretações. (Se não conhece o texto, leia Mateus 16 para continuar.)

Em seguida Jesus vira para os seus discípulos e diz: "Adverti e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus." - Seria mais ou menos como dizer algo assim em nossos tempos modernos:

"Fiquem espertos com esses agitadores. O negócio deles é provocar e botar lenha na fogueira. Fiquem ligados."

Só que os discípulos não entenderam assim. E começaram a buscar explicações, razões, discutir entre si o motivo da orientação de Jesus numa narração única utilizada na Bíblia: "começaram a arrazoar entre si". Como os discípulos esqueceram de levar pão para viagem....olha só que coisa.....Jesus fala sobre fermento, eles esquecem o pão...ai já viu né....estavam concluindo de que Jesus estaria "dando uma bronca" por esquecerem do pão.

A essa altura acredito que você já deve ter dado uma espiadinha na passagem bíblica pra acompanhar o raciocínio, certo?

Um pouco mais adiante na viagem, precisamente na chegada a Cesaréia de Filipe Jesus resolve aplicar uma confissão de fé a todos eles. Não que Jesus precisasse de confirmação uma vez que conhece os corações, mas para que a testificação de uns para com os outros lhes servissem de testemunho...

Com toda a sapiência divina, Jesus aproveita o desdobramento do "mal entendido' do pão para lhes dar um choque de realidade: "esses homens andam comigo a todo o tempo e não entendem o que eu digo? será que sabem dizer quem eu sou? estão aprendendo mesmo?"

Então começa perguntar a seus discípulos o que os homens tem falado dele..."Quem dizes os homens ser o Filho do Homem?"

Ai, os discípulos foram obrigado a pôr pra fora, toda aquela enxurrada de confusões teológicas que viviam os afrontando a todo tempo com a seguinte resposta:


"Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas."
Mateus 16:14

Jesus pode ter pensado: Muito bom. Isso significa que eles estão absorvendo tudo o que andam dizendo por ai.

Então, para atestar tudo o que queria saber da boca deles, profere a pergunta fatídica:

- E vós quem dizeis que eu sou?

Nosso irmão Simão Pedro respondeu certeiramente: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo."

Essa passagem me faz refletir muito. Porque aconteceu nos tempos de Jesus, mas acontece até hoje. Nesse texto retiro vários ensinamentos pra mim e pra nós.

Convivemos com Jesus desde que nascemos, ou desde de nossa conversão (desde que nascemos de novo) mas com frequência, não entendemos o que Jesus nos diz. Jesus as vezes nos fala de forma simples. Não entendemos. E porque não entendemos começamos a "arrazoar". Buscar razões. Reclamar. Argumentar. Discutir...isso prova que muito provavelmente não o conheçamos de verdade.

Você pode me dizer: "Mas Bruno, nunca vi Jesus no céu em cima duma nuvem num cavalo branco e coroa de Rei estendendo sua mão e me falando algo."

Queridos, Jesus deixou sua palavra, esta mesmo, que estamos refletindo agora e retirando estas lições, deixou seus profetas, deixou sua igreja, e mais ainda: deixou seu Espirito Santo, este que convence o homem do pecado e revela o caminho de santidade que o homem deve andar. Simples assim, quando confessamos, aceitamos a Jesus como Salvador, o Espirito Santo que nos incomodou, passa a fazer morada em nossos corações. ESTA É A PALAVRA PROFERIDA POR JESUS A NOSSA VIDA DIARIAMENTE.

No mais, se algo não ocorre em sua vida da maneira como você espera, ou acha melhor pra sua vida, não significa de que Jesus esteja desatento a sua necessidade. "Dê graças em tudo." Deus tem o designo dele a cada um de nós da maneira como lhe aprouver. E tendo fé, tudo o que pedimos em oração Ele é fiel para cumprir. No tempo Dele.

Outra lição que tiro é também a mais intrigante: além de muitas vezes não entendermos a fala de Jesus, é comum colocarmos em cheque a fé no Cristo, pelo o que os outros estão falando. Não é verdade?

Em alguns momentos de nossa caminhada, somos levados a desistir. Levados a achar que Jesus não é Filho de Deus mesmo. Achar que isso tudo é tolice.

"Afinal, olha o que fez o pastor com o irmão da igreja! Aquilo foi errado!" 

"Olha o que fez o bispo e o apóstolo com o dinheiro dos fiéis. Um absurdo!"

"Olha que bobagem não beber cerveja!! Isso é bobagem! Não é cerveja que leva ninguém pro céu!"

 Ou então:

"Minha vida está uma desgraça! Vou abandonar esse negócio de igreja, porque isso não dá em nada. Só problema me aparece. Eu cheio de dívida pra pagar e o irmão andando em carro novo. Não existe Deus, ou se existe não olha pra mim."

Os exemplos de falas sobre a apostasia da fé são quase tão infinitos quanto os grãos de areia do mar.

Quando passamos a olhar as circunstâncias, quando damos ouvido ao que os outros dizem, deixamos de ter fé. Deixamos de acreditar. Isso, porque começamos um outro processo: o de relativizar a divindade do Criador com as deficiências e limitações da criação. Quando começamos a encher o coração de razões humanas, respostas racionais, termos humanos pra responder as coisas, ai sim, nossa visão sobre o Filho do Deus vivo já mudou.

Pode observar, quando você conversar com um desviado, um ateu, um agnóstico, um outro religioso que não um cristão, você pergunta pra ele: "Pra você, quem é Jesus?"

Ele vai te responder - "Foi um grande profeta que passou nessa terra." - "Foi o maior filósofo que já existiu" -  Os mais engraçadinhos e escarnecedores respondem - "Foi um agitador comunista que falou um monte de babaquices" -  como já li e ouvi da boca de alguns.

Mas ai que entra a questão amados: muitas vezes estamos dentro da igreja, todos os dias e não sabemos responder a pergunta de Jesus  "e vós quem dizeis que eu sou?".

Isso, por que emprestamos nossos ouvidos a blasfêmias, porque começamos a perder a convicção dada as circunstâncias da vida que vivemos.

Jesus é muito mais do que o momento dificil da vida que vivemos. Ele é muito mais do que achamos sobre a vida fácil ou difícil que nos foi dada pra viver. Ele é muito mais do que o mal exemplo dado por um líder religioso, ou muito mais do que o pecado praticado por qualquer um de nós. Ele tem a resposta pra tudo, tem a solução e a salvação pra tudo, pelo complexo fato de ter morrido nossa morte de cruz em nosso lugar.

Ele está no céu agora, nos preparando lugar. E no porvir, assim que a trombeta tocar, assim que a morte nos chamar, assim que o tempo Dele se cumprir em nossa vida passageira aqui na Terra, vamos morar eternamente com ele nas mansões celestiais que ele mesmo foi nos preparar para morar.


Dito isto, agora lhes pergunto:

"E vós, quem dizeis que Ele é?"

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Meu contato com a morte

acidente fatal


No último sábado aconteceu algo que me marcou profundamente daqui pra frente. Talvez um paramédico, um policial, um bombeiro já tenha passado por isso que vou relatar por diversas vezes e talvez nem se incomode mais dado as circunstâncias. Mas pra a mim, mero mortal que não lido com estes dramas mortais da vida a todo o tempo,  me chocou muito o fato que vos relato agora.

Estávamos eu e John trabalhando na loja as margens da rodovia do Valão, quando de repente avistamos uma caminhonete invadindo a contra-mão e se chocando a um motociclista que vinha no sentido oposto, o arremessando alguns metros, de modo que o motoqueiro caiu sobre o meio fio da rodovia.

Nós e alguns outros presentes corremos para tentar averiguar a placa do motorista infrator que fugia, quando olho para o acidentado e o vejo em estado de choque paralisado todo retorcido na beira da estrada.

Corro em direção à vítima, vejo que ele está respirando com dificuldade, olhos esbugalhados para fora, sem reação, aparentando dar os últimos suspiros de vida...eu e outros ajudadores tentamos reanimá-lo com os primeiros socorros; gritei pra ele 'não para de respirar cara, não para de respirar' e sentia que ele não me ouvia muito menos me via, mesmo com os olhos abertos...tiramos a dentadura que aparentava atrapalhar a respiração, enquanto um outro rapaz segurava o pulso deste moço avisando "o pulso dele está fraco, ele está morrendo".

E ali, sem poder fazer nada por aquele homem assisto seu último suspiro de vida. Ele morreu.

Eu não quis acreditar. Nada me tirava da cabeça de que ainda havia chance de vida para aquele senhor. Não tive a oportunidade de dizer pra ele que Deus o amava.

Minutos depois, chegam os bombeiros que também nada puderam fazer...o jeito foi esperar o IML para fazer a investigação e recolhimento do cadáver. Aproveito para declarar meus pêsames a família. Não cito nomes nem maiores detalhes de identidade porque não é objetivo aqui.


Como disse no início, esse fato que vos narro me marcou. Não por causa somente da morte em si. A morte é algo que acontecesse a todo tempo e é o destino final aqui na terra de absolutamente todos nós. Não podemos nos assustar com a morte porque mais dia ou menos dia todos nós vamos nos encontrar com ela.


O que me marcou foi o meu encontro com a fragilidade da existência humana. Nós somos muito frágeis meus irmãos e minhas irmãs. Um pouco estamos vivos, mais um pouco estamos mortos.

Quero refletir convosco a palavra em Eclesiastes no capitulo 3:


"Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.
Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó.
Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?
Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?" Eclesiastes 3:19-22

Irmãos, não sabemos nem o dia nem a hora de nossa morte. Sabemos que um dia ela vai chegar e temos que estar preparados pra esta hora, porque ela marca a transição final do nosso encontro com o porvir.

Se somos filhos de Deus obedientes, reconhecendo Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador, nos encontraremos com Ele.

Se ainda não tomamos essa decisão, infelizmente, nosso porvir não será no céu e sim nas trevas. É assim que a palavra do Senhor nos revela.

Que possamos a cada dia orar, nos preparar, e ter gozo em nossas obras porque a vida que nós vivemos aqui neste mundo é uma só, não haverá retorno.

Viva intensamente, abrace seus filhos, beije seus pais, caminhe com os amigos, ame os irmãos, ore sempre, jejue sempre que possível, busque a Deus sempre mais, trabalhe honestamente, colha os frutos do seu trabalho, compre uma bicicleta, toque um instrumento, ouça música, assista bons filmes, suba ao monte, brinque com os outros, valorize-se, se arrume, ande bonito, coma bem, vá a igreja, evangelize, pregue a palavra de Deus. Viva intensamente.

Fiquem com Deus,


Por Bruno Ramos






Felicidade se faz com música

Olá a todos!

Enfim, resolvi de vez expor minhas escritas. Sempre quis escrever, apresentar um pouco as idéias que estão sempre enclausuradas na minha mente, sem ter como escapar. Espero que gostem de tudo o que eu carinhosamente estou apresentando ai. E, se por um caso, precisares de uma banda pra tocar no seu casamento, na sua festa, no seu evento...estamos ai, fácil falar comigo. Abraços.

Abraço a todos.

brunodearamos@gmail.com
(28) 9923 5466
(28) 9922 5062