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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Tomando decisões




Tem gente que tem muita dificuldade em tomar decisões. Não se culpe se você é um destes. Afinal, tomar certas decisões é algo extremamente dificil mesmo.

Vou dar alguns exemplos:

Caso 1

O sujeito namora com a menina já fazem dois anos. Já sabe que a maior parte das atitudes da parceira o desagrada. Mas reluta em terminar o relacionamento. Se apega em suas partes boas que já são sabidas, não são suficientes para sustentar a relação.

Caso 2

O funcionário trabalha a vários anos, em uma empresa "x" fazendo aquilo que detesta fazer. Por um salário razoável, não toma decisão de procurar outro emprego, mesmo estando profissionamente insatisfeito.

Caso 3

O pai de família paga uma fortuna de aluguel, mas não toma a iniciativa de começar a construir ou comprar uma casa, pois tem medo de não ter condições para terminar.

Caso 4

A mulher sofre com violência doméstica por parte do marido, mas não denuncia por medo de represálias, medo de afetar os filhos.

Tomar decisões é algo complicado não  é mesmo?

Creio que por um aspecto muito plausível: Tomar decisões, implica em modificar o presente em que vivemos no intuito de afetarmos o futuro que ainda não vemos. Sendo assim, somos propensos a compararmos o resultado provável do futuro com as variáveis do que está posto, em relação ao futuro modificado por mudanças de atitude. Então, vamos levando o máximo que se pode com o quadro que conhecemos. Trocando em miúdos: o comodismo, ou, o "não mexer com o que está quieto".

Tomar decisões requer uma utilização de energia muito grande. Primeiro, gasta-se um tempão raciocinando as possibilidades, estudando a situação, chegando a próprias conclusões. Depois de convencindo do melhor caminho a seguir, vem a fase da implantação da tomada de decisão. Essa fase é dolorosa: a exploração do desconhecido. Toma conta a apreensão, o medo de dar errado, o receio de talvez não ter feito a melhor escolha. Nessa hora, muitos gostariam mesmo é de ter uma bola de cristal.

**********

Talvez você que seja ateu, que não crê em Deus, possa ter dificuldade em compreender o que vou escrever a partir de agora. Infelizmente pra muitos "crentes" pode soar deconhecido também.

Mas o salmista Davi fala para os filhos de Deus algo intrigante:

"Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará." Salmos 37:5

Esse método é utilizado por cristãos verdadeiros a todo o tempo, quando o assunto é tomar decisões: entregar seu caminho a Deus. Permitir que Deus norteei sua vida, que direcione os crentes no centro de sua vontade.

No evangelho de Mateus, Jesus Cristo dá uma verdadeira lição sobre o assunto, no tocante a confiar em Deus sua vida, e consequentemente, de suas tomadas de decisões quanto nossa existência aqui na terra:

Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? (Mateus 6:25)

Na verdade, confiar em Deus suas decisões é acreditar, piamente, que os rumos de sua vida obedecem ao princípio básico do cumprimento da vontade de Deus pra nossas vidas. Não é aguardar que Jesus apareça no céu montado num cavalo branco, aparecer num sonho, falar com sua voz em alto e bom som, manifestar-se numa sarça ardente...em alguns casos o é. Ele sabe. Mas é confiar nos propósitos e diretrizes que o Pai deixou na sua palavra pra nós; é prestar-se a entender o mover do Espírito Santo em nossa vidas; viver em comunhão uns com os outros, com Deus, e saber que qualquer decisão, momento de vida, circustância de nossas vidas estão assistidas e permitidas por Deus.

É pedir a Deus o melhor, com fé, intrepidez e confiança de que Ele atenderá os desígnos de nosso coração mediante sua vontade e permissão; é aceitar de que Jesus tem o controle de nossas vidas, nos momentos fáceis e difíceis.

Essa segurança meus amigos é a mais segura confiança de que estamos tomando nossas decisões sob a vontade do Pai.

Você já parou pra pensar de que algum momento infeliz que você esteja passando ou passou em sua vida adveio em consequência de uma decisão fora da vontade de Deus tomada por você? É né! Profundo isso se você pensar com calma.

Só pra ilustrar com um exemplo, imagine você, que uma "varoa" casou-se com um cara que a faz infeliz, bate, maltrata e tudo o mais...será que esta varoa reconheceu a vontade de Deus ao escolher e tomar a decisão de casar-se com este moço? Será que esta irmã não detectou este problema antes do casamento mas fingiu que não viu, enganou-se a si mesma de que não havia problema e seguiu em frente com a desastrosa decisão do casamento?

Sei que esta questão é complexa, profunda e minuciosa, não dá pra destrinchar com dois dedinhos de prosa...mas ao menos, reflita um pouco sobre isso, ao invés de lastimar com Deus sobre todos os seus problemas...será? será que você tomou a decisão correta que desencadeou este momento de sua vida?

Eu tenho por experiência própria como atestar isso...as vezes, tomamos decisões por nossa conta e risco, ou seja, sem buscar em Deus a resposta, e por fim, sofrer as consequências...

Mas compreendo que Deus também pode nos levar a caminhos para nos provar, para nos testar, para nos avaliar, assim como fez a Jó, Abraão, e uma pá de gente importante da Bíblia.

O importante é sabermos de que qualquer que seja nossa decisão deve estar alinhavada com aquilo que Deus quer pra nós! E toquemos a vida confiando sobre em Deus!

Fiquem na paz!

Por Bruno Ramos






sábado, 7 de julho de 2012

Amazing Grace

A música faz parte de mim. Não consigo me imaginar sem um instrumento musical na mão. Consigo me imaginar um japonês de olhinhos puxados, mas nem pensar em não ser músico.

De vez em quando, advém algumas "manias de grandeza" no coração, coisas minhas comigo mesmo, que agora revelo a vocês. Tem horas que bate aquela "vaidadezinha" "miserenta" de achar que a gente sabe alguma coisa, de que é "bom de cela".

Mas nessas horas, sempre tem alguns vídeos na internet que servem para desmascarar tudo. Este vídeo abaixo é um desses.

Tommy Emmanuel é um desses músicos "sui generis". Aliás, foi eleito por duas vezes como melhor guitarrista acústico do mundo pela revista Guitar Player. A grande característica deste excepcional músico australiano é seu estilo thumbpicking, de usar o polegar da mão direita para fazer o baixo das músicas, além da utilização do corpo do instrumento para realizar o som da percussão. Neste ponto lembra-me muito Phill Keagy.

É sempre bom tirarmos um tempinho, alguns minutos, por míseros que sejam, para apreciarmos uma bela canção. A música comunica-se com a alma e acalenta o espírito.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Chael Sonnen x Anderson Silva: Quem ganha essa parada?


O Casa & Música não é um blog esportivo. Disso vocês podem ter certeza.

No entanto, diante da avalanche colossal de exposição que está acontecendo em todas as mídias referente a este imponente evento, a luta no UFC 148 entre Anderson Silva x Chael Sonnen, nesta que está sendo chamada "a luta do século", resolvi compartilhar um pouco o que penso sobre combates. Embora já tenha praticado karatê e feito algumas aulas de jiu-jitsu, não vou tratar aqui da parte técnica da arte marcial, pois não tenho embasamento pra isso além do achismo.

Mas o combate, o enfrentamento, a luta...isso sim, é minha praia. Aliás, de muitos de vocês não é verdade? A gente está "lutando" todos os dias em muitas áreas da nossa vida.

Quem nunca matou um leão por dia? Quem nunca rompeu mais uma semana sob a tutela da superação? Quem não alcançou uma vitória um dia ou experimentou um dissabor de um mal resultado num embate da vida? Combate é combate, luta é luta. A maioria de nós sabe o que é isso.

Há quem diga de que não concorda com lutas. Alguns grupos cristãos mais conservadores acham selvageria, violência, truculência...acham que isso não é papo de cristão. Eu, humildemente (como diz meu amigo Betinho), discordo. O próprio Jesus diz: "tende bom ânimo pois eu venci o mundo". O destemido apóstolo Paulo disse: "Combati o bom combate".

Jesus, Paulo, não estavam "metaforizando" nada! Era luta sim, enfrentamento! Guerra! O Reino de Deus é tomado à força, e pela violência se apoderam dele" (Mt.11:11-12)...

Hermeneutica sagrada a parte, quer queiramos ou não, entramos dentro de um ringue a cada madruga que vai embora. A luta se inicia a todo o instante matinal em que saimos do conforto do nosso lar em busca de ganhar o pão de cada dia. Uns pelo alimento, outros para cuidar da saúde, outros por motivos cristãos, ainda outros por conquistar coisas novas.

Voltando a escrever sobre a "luta do século", acredito que o Anderson Silva tem tudo para vencer. Todos os fatores estão a seu favor. Ele tem números que o qualificam para ser o vencedor da luta, já venceu este  oponente uma vez, se comportou de maneira mais honrada na longa "batalha psicológica" que antecede o confronto e parece, para um leigo como eu, estar mais focado naquilo que precisa fazer. Mas luta é luta. Se o curriculo ganhasse luta, não haveria motivo para o combate, bastaria comparar o cartel que estaria tudo resolvido. Sonnen tem chances muito reais de conquistar uma vitória. Primeiro, porque quer muito isso. Segundo, porque deve ter aprendido com os erros que cometeu na primeira briga.

Dito isto, quero aqui elencar alguns princípios que podem fazer toda a diferença na conquista de uma vitória. Lembrando que vitória é vitória, no esporte, na guerra e em todas as áreas da vida da gente:

Preparo adequado

Em Mateus 14 Jesus falando sobre o custo de ser um discipulo diz:

"Ou qual é o rei que, indo entrar em guerra contra outro rei, não se senta primeiro a consultar se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil? No caso contrário, enquanto o outro ainda está longe, manda embaixadores, e pede condições de paz."


Pra lutar qualquer combate, em qualquer área de nossas vidas, devemos estar preparados. Preparo significa estudo, exercício, treino, apresentar-se em condições ideais para o enfrentamento. Ninguém entra numa luta pra perder. Ninguém gosta de perder. E pra garantir as condições de vitória, deve-se estar preparado. Conhecer o oponente. Saber seus pontos fortes e fracos. Quem não se prepara na vida, perde a vida. Quem não leva a sério seus compromissos de "combate" corre sérios riscos de perder.


Cuidar para não gastar energias desnecessárias


Não adianta se preparar e na hora, no momento certo, botar tudo a perder. Tem gente que é mestre em fazer isso. Fala, fala, fala e esquece que o que vale mesmo é o "vão ver". Desperdiça tempo que deveria se preparar investindo em outra coisa. Isso é sério, não dá pra ficar testando coisas, fugindo do foco. Tem que pegar e fazer. Ser objetivo, fugir dos rodeios. Protelar a solução das coisas só cria mais problemas.


Saber escolher táticas

Teoria é teoria. Prática é prática. Essas duas frases por si só já dão um baita de um estudo de caso. Mas de nada adianta se preparar, conhecer as ferramentas e não adquirir a perpicácia de usá-las no momento adequado. Por exemplo: você sabe bater muito bem, mas se levar um soquinho, desmaia no chão. Do que adianta ter um bom ataque sem uma boa guarda? 
Na vida pecamos por isso também. Nos nossos problemas. Nas nossas causas. Temos um conhecimento Phd em determinado assunto, mas fracassamos porque queremos usá-lo de forma equivocada. Nem os problemas são resolvidos, nem vitórias são conquistadas. 

Buscar a solução

Se você não entende nada de luta, pelo menos por curiosidade, deveria aprender um pouquinho. São grandes ensinamentos. A começar pela disciplina. O lutador tem que se auto-disciplinar o tempo todo. No caso do MMA ele adquire conhecimentos em múltiplas artes marciais. Ou seja: o cara sabe lutar deitado, em pé, com chute, com agarramento, com enforcamento, estrangulamento...são muitas. Conhecendo os recursos para enfrentar a luta, obviamente você saberá o melhor recurso para determinadas ocasiões. Não posso deixar de ilustrar esse tópico com o transcorrer da primeira luta entre os dois, Anderson Silva x Sonnen. O americano bateu durante boa parte da luta no brasileiro. Tudo transcorria para sua vitória frente ao campeão. No entanto, no momento oportuno, Anderson meteu-lhe um golpe de jiu-jitsu e finalizou seu adversário. Ganhou uma luta que parecia perdida.
O importante é ganhar. Vencer no final. Mas só conseguimos tirar a carta da manga quando conhecemos nosso melhor.

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Naturalmente, só falei até agora sobre o aspecto humano da coisa. Aquilo que cabe a nós fazermos. Nossas iniciativas. Sabemos que quando colocamos Deus a frente de nossas batalhas Ele guerreia por nós, assim como fez a Israel, assim como nos faz até os dias de hoje.

"Não os temais, porque o SENHOR vosso Deus é o que peleja por vós."
Deuteronômio 3:22


Mas que possamos, sempre, a todo o tempo, entendermos que se queremos uma vitória, devemos LUTAR POR ELA!

Quanto aos lutadores, boa sorte pra eles, que vença o melhor, obviamente, torcendo para nosso representante brasileiro!


Por Bruno Ramos

terça-feira, 3 de julho de 2012

Quem quer dinheiro?



Se você digitar no Google a frase "quem quer dinheiro" os primeiros resultados da busca apresentarão a imagem atemporal do ilustríssimo Silvio Santos.

Incrível. Como alguém consegue associar sua imagem a um bordão desses. Quer dizer, nada de incrível propriamente, mas no mínimo exótico, estranho, esquisito...sei lá.

Duvido, que você que viveu os tempos áureos de audiência do "patrão" nunca tenha cogitado a possibilidade de enviar uma cartinha para a "porta da esperança". Não? Fala a verdade...

Quem nunca imaginou nos segredos guardados na mente seu nome aclamado no palco por Lombardi? Qual de nós nunca quis estar no lugar de um expectador(a) no palco com aquela "bufunfa" arretada nas mãos e na hora de fechar com chave de ouro erra tudo, perde a grana! Ai você diz no sofá de sua casa: "Eu sabia essa resposta! Se eu estivesse lá levaria essa grana toda!"

Na verdade Silvio Santos continua lá até hoje, fazendo a alegria das donas de casa e das caravanistas de Vila Nair, Capão Redondo, Grajaú, Heliópolis e outros mais. Mas também é verdade de que o "valor" da "bolsa" diminuiu um pouco. Silvio Santos anda menos generoso, trocando as notinhas de cem sorteadas de montão por notinhas de vinte, dez...tempos difíceis.

Deus é o poder maior que age sobre o homem. Depois de Deus, desconfio seriamente que nada, nem ninguém, transforma tanto o homem quanto o dinheiro.

O dinheiro pra muita gente, talvez a maioria esmagadora de nós, seres humanos, que vive debaixo desse sistema capitalista, funciona tal qual o espinafre para o Popaye, a raiva para o Hulk. Fala em dinheiro com o sujeito, o cara se transforma. Vira um leão. Topa tudo por dinheiro. Faz questão do mísero centavo. Rouba. Passa a perna nos outros. Forja. Simula. Engana. Inventa razões para tentar abonar sua conciência. Se envolve em esquema. Vende sua alma. Corrompe seu costume.

Veja você, que exemplos são milhões para ilustrar essa minha narrativa. Vou dar um. Coloque um funcionário no seu micro negócio, tomando conta do seu caixa. No seu comércio, na sua venda. Instale uma câmera focada no local de trabalho desse indivíduo. Mais dia, menos dia, com raríssimas - repito raríssimas - excessões, você flagará esse seu bondoso funcionário com carinha de anjo, metendo a mão em qualquer dez cruzeiros no caixa do seu  negócio e passando sorrateiramente para o bolso de sua calça, pra dentro do sutiã, pra covinha entre o pé e o calçado, para a cueca, para um esconderijo no armário...que espantoso meu Deus! Sim é espantoso, pois é exatamente isso que acontece.

E no que fico pensando é que o sujeito não fica mais rico com isso (uns ficam sim), mas na maioria das vezes, ele faz isso por um momento, gasta aquela porcaria com qualquer bobagem, mas começa a sentir prazer em se apropriar do dinheiro dos outros e inventa justificativas para se sentir mais confortável com seu ato: "fulano já ganha muito dinheiro já. Isso não vai fazer falta pra ele não", ou então, "meu patrão me paga pouco, eu mereço isso, porque ele não me paga o justo".

Tenho ministrado a alguns alunos de um curso de preparação de mão de obra sobre o tema: Formação Social. Neste curso falo muito sobre ética, moral, cidadania, respeito, direitos e deveres no ambiente de trabalho. E tenho notado  como a sociedade anda meio com os valores distorcidos sobre certo ou errado.

Nunca me esqueço de quando em meu primeiro emprego, um determinado gerente deixou sobre a mesa um punhado de dinheiro. Eram notas de um, cinco, dez reais e várias pratinhas. O objetivo dele era me testar. Testar minha honestidade. Avaliar minha capacidade de corrupção frente ao dinheiro. A princípio não percebi que se tratava de um teste. Mas depois de duas semanas, sabia direitinho da arapuca. Foi quando o avisei: "Fulano, recolha esse dinheiro ai porque você vai acabar perdendo e vai pensar que fui eu."

Mas este meu bom exemplo, e sei que de muitos de vocês, não se aplica a maioria, infelizmente. O dinheiro cega as pessoas. A pessoa fica sempre querendo mais e mais. Não se contenta e acaba praticando coisas imorais para botar um dinheiro a mais no bolso.

Por esse distúrbio na sociedade, quando o assunto "dinheiro" é tratado nas igrejas muitos ficam ressabiados. Desconfiados. Piadinhas como essa abaixo, começam a rolar nas redes sociais, e muitos "crentes" começam a repassar essa mensagem macabra. Outros tantos se tornam ateus. Começam a duvidar da idoneidade das pessoas.





Colocam todos como farinha no mesmo saco. No subconsciente, começam a estabelecer de que a maldade que há no seu coração é a mesma do coração do outro. Todos são corruptos. Todos se rendem ao poder do dinheiro.
 
Obviamente, sem sombra de dúvidas, muitos líderes evangélicos, para nossa desgraça, se corrompem. Deixam-se enganar. Se apropriam da oferta do altar, do voto, do dinheiro entregue a obra do Senhor. Estão errados os que praticam tais coisas. Seriamente errados.
 
Mas a reflexão que quero compartilhar com vocês é esta:
 
Será que os lideres que roubam do altar não o fazem assim como reflexo da sociedade em que vivemos?
 
Será que muitos dos que levantam o dedo para acusar líderes nas igrejas, na sua área de atuação, não estão ao seu modo corrompidos pelo dinheiro? Roubando nas empresas que trabalham? Roubando de Deus e inventando desculpas para abonar suas consciências? Cometendo pequenos delitos em caixas de patrões?
 
Não faço aqui apologia a impunidade. Tampouco estou encorajando lideres corruptos. Estou aqui traçando um paralelo que pode nos fazer refletir um pouco mais sobre nossos comportamentos que as vezes podem ser tão sujos quanto de quem as vezes está nos holofotes, na visibilidade, na evidência.
 
Tem gente que é incapaz de se apropriar de um botão que não seja seu. As vezes me acho até um pouco ingênuo, porque confio demais nas pessoas. Alguém depois me abre os olhos, ou descubro coisas sobre as pessoas que me decepcionam.
 
Não me aborreço com isso. Porque quero crer que isso seja um reflexo sobre o que há em mim, no meu interior, no meu modo de entender as coisas, e de me relacionar com os princípios de Deus.
 
E ao invés de ser um instrumento de acusação que possamos ser instrumentos de salvação. De proclamação do evangelho. Esse mundo ainda tem jeito. Sabe por quê?
 
Porque a IGREJA de Cristo ainda está aqui. Ainda estamos aqui a apregoar o arrependimento, a salvação, a redenção, que só existe através de Cristo Jesus.
 
O dinheiro tem um poder enorme. Mas o poder maior ainda pertence aquele que Vive e Reina para todo sempre sobre todas as coisas, e não existe poder do dinheiro nenhum que seja maior do que o poder transformador da palavra de Deus.
 
 
SE DEUS AINDA ACREDITA NO HOMEM. PORQUE NÃO ACREDITARÍAMOS EM NÓS MESMOS?
 
 
 
 
Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.(Jeremias 29:11)


Por Bruno Ramos

domingo, 1 de julho de 2012

'Oniprasempre'



Ainda me lembro muito bem nas minhas mais remotas lembranças, das vezes que papai e mamãe me levavam pra igreja, isso lá nos meados da década de 80. Papai as vezes fazia uma "cadeirinha" com os braços e me "encaixava" no seu colo, com as minhas costas apoiadas na sua barriga e as pernas no ar, enquanto mamãe embalava Fernanda minha irmã mais nova, num trajeto entre a casa e a igreja, numa cidadezinha bucólica no interior do estado do Espirito Santo, onde a "linha do trem" que cortava a cidade servia como referência geográfica das coisas: "antes da linha", "depois da linha", "seguindo a linha"...

Em cidades assim, alguns elementos são exponencialmente preponderantes no lugar: a igreja católica, a linha do trem, a ponte sobre o rio, a pracinha, a escola...repare no artigo definido "a". Sim, porque embora as vezes possuam mais de uma, talvez duas, não mais do que três, esses símbolos históricos da cultura interiorana brasileira em maior ou menor grau permanecem os mesmos desde a época do Brasil Colônia nessas instâncias brasileiras.

Se você vai na serra gaúcha, no serrado brasileiro, nas montanhas do sudeste, na mata atlântica do litoral, no pantanal do centro-oeste, as cidadezinhas pequeninas permanecem quase que intocadas.

Dia desses, fui tocar em um casamento na cidade de Mimoso do Sul. Nas ruas bem asfaltadas e bordadas por casarões a moda antiga, com calçadas enfeitadas com pés de oitis, observo como se minha memória voltasse vinte e cinco anos atrás, uma dessas vendas de secos e molhados do tempo antigo...alguns senhores sentados jogando dama ou xadrez, uma placa de um refrigerante que não se fabrica mais a um quarto de século, uma bancada de madeira com um rolo de papel de pão e barbante, azulejos revestindo o interior da venda com aqueles desenhos que já não se produzem mais de figuras geométricas que se completam, bexigas de mortadela expostas esperando os clientes para serem levadas embora.

Não nego que sou um saudosista inveterado. E como músico e aprendiz de escritor que sou, sou propenso a me inundar de emoção com essas coisas mais do que as pessoas normais, rs. Então, quando me deparo com essas imagens, sou submerso num mar de lembranças boas e fico horas meditando em experiências bacanas da infância, da juventude e tudo o mais. Lembro do cheirinho de café das manhãs de sábado na casa do meu tio Almir, lembro da padaria do Seu Castor, da pracinha da cidade com uma televisão no meio, onde nas noites de domingo muita gente se reunia pra assistir a programação. Lembro-me dos cavalos deixando seus excrementos nas portas de todo mundo, como também das madrugadas em que era acordado com a folia de reis, com aqueles homens mascarados, dançando seu folclore macabro e assustador.

Lembrando-me disso tudo, também não poderia deixar de relatar minhas amáveis lembranças no seio da igreja. Lá na minha infância foi quando conheci Deus. Talvez não diferente de todos nós, mas o tanto que aprendia na escola sobre matemática ou português, era a proporção que aprendia em casa e na igreja sobre as coisas do céu.

Meu pai me ensinou a cantar, e com muita frequência lá estava eu, no púlpito com meus cinco, seis anos de idade, com um microfone na mão, cantando pra igreja, ao lado de minha irmã de três anos, com papai e seu inseparável bigode contornando sua boca com o violão na mão e mamãe com suas ombreiras e cabelo de franja, brincos de argola cantando no nosso quarteto familiar.

Passávamos horas ensaiando em casa, aprendendo as letras da canções, afinando as vozes, aprendendo a dicção correta dos "erres" e "esses" e encaixando tudo pra sair joinha na hora de cantar "lá na frente". As vezes ensaiávamos depois do culto doméstico. Outras vezes o ensaio era justamente na hora de brincar. Olha, que aflição me dava nessas horas! Ouvir a gurizada lá fora, na rua, chutando aquela bola, e eu, ali dentro, enclausurado com minha família decidindo a melhor entonação de uma determinada música. Mas a verdade é que eu sempre gostei mesmo de ensaiar e lidar com a música.

Chegando nos dias de hoje, eu cá com meus trinta anos de vida, tenho muito ainda que viver, mas também reconheço a longa jornada que me trouxe até aqui. Afinal, trinta anos não é pouca coisa.

E com minhas experiências acumuladas, minha interpretação do mundo mudou muito, drasticamente. Obviamente, tinha que mudar mesmo. Antes, eu era menino, pensava como menino. Hoje sou adulto e penso como tal. Falei sobre isso num outro texto que escrevi específicicamente sobre isso: nada como a maturidade.

Muita coisa no meu modo de pensar mudou. Mas algo permanece o mesmo desde minha infância: meu modo de me relacionar com Deus. Eu mudei, mas Ele permanece o mesmo. Mudei sim, mas o sentimento que tenho, a fé, a forma como eu o compreendo no seu trono de Glória e Majestade são os mesmos de quando me batizei em 1989. Sério.

Deus continua sendo o mesmo porque é Deus. Imutável. O mesmo Deus de ontem, que me livrou me guardou e me protegeu é o mesmo de hoje que continua a me guardar e me livrar do mal. É o mesmo Deus que responde minhas orações, não no meu tempo, mas no tempo Dele, que Ele considera apropriado me atender, porque Ele é Deus. Costumo dizer, que Deus está no mesmo lugar que sempre esteve, desde o Jardim do Édem. Nós que escolhemos nos afastar e nos aproximar Dele a nosso bel prazer.

Mas Ele continua lá. Aguardando nosso retorno sempre. Imutável.

O mesmo Deus que conheci e aprendi a amar na minha infância é o mesmo de hoje e assim será eternamente.

Não perca a oportunidade de conhecer e se relacionar com este maravilhoso Deus.


Por Bruno Ramos



Felicidade se faz com música

Olá a todos!

Enfim, resolvi de vez expor minhas escritas. Sempre quis escrever, apresentar um pouco as idéias que estão sempre enclausuradas na minha mente, sem ter como escapar. Espero que gostem de tudo o que eu carinhosamente estou apresentando ai. E, se por um caso, precisares de uma banda pra tocar no seu casamento, na sua festa, no seu evento...estamos ai, fácil falar comigo. Abraços.

Abraço a todos.

brunodearamos@gmail.com
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