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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

VERÔNICA



 A fila estava enorme. Chovia bastante. Fim de tarde. Os carros estavam buzinando incessantemente. Um motoqueiro atrapalhava o andamento da fila do pedágio. Catava umas moedinhas no bolso. Justo na fila de Verônica. Cobradora de pedágio. Cabine seis. Quando isto acontecia, com freqüência, Verônica ouvia todo o tipo de injuria. Não foi diferente naquela tarde de sexta feira. Palavrões, xingamentos, nomes feios...tudo muito habitual. Há sete anos. Desde que começou a trabalhar. Quando assinou sua carteira profissional. Não sabia fazer outra coisa.
De cabelos ruivos pouco tratados, pele sardenta, dentes perfeitos e de uma beleza muito particular, Verônica também trabalhava na cabine dois. Mas preferia a cabine seis. Estava mais acostumada com a cabine seis. De mais a mais, a cabine dois era muito tumultuada. O tráfego sempre era mais intenso lá. Por isso preferia a cabine seis.
Naquela mesma tarde chuvosa os carros iam passando lentamente no moroso processo de arrecadação do dinheiro para o uso da rodovia. Fecha a cancela, pára o carro, pega o dinheiro, entrega à moça, recebe-se o troco, apanha-se o recibo, levanta-se a cancela e quando termina, vem o próximo. Lá pelas nove da noite, o fluxo de veículos começava a diminuir. Um carro preto, daqueles de luxo, aporta na cabine seis. O condutor, um rapaz muito bem trajado, ostentava correntes de metal nobre no pescoço, pulseira reluzente no pulso.Não parecia  bijuteria. Completando a indumentária o homem usava um relógio de ouro. Dois anéis fantásticos postavam no anelar.Isto tudo foi visto depois que ele parou o carro e abriu o vidro da porta. Um aroma muito agradável espargiu de dentro do veículo. Parecia algum daqueles perfumes importados que levam três dias para sair do corpo. Verônica, que geralmente não observava a fisionomia de nenhum dos condutores, decidiu olhar pra dentro do automóvel, instigada pelo perfume. Gostou muito do que viu. Um moço muito bonito. Realmente muito bonito. Ao final do rápido atendimento, ainda ouviu algo que jamais imaginou que alguém declararia ali naquele posto de trabalho. O rapaz simplesmente dobrou o pescoço para fora do carro e antes de acelerar e partir disse:
– Muito obrigado! Boa noite! – Disse, acenando e indo embora.
Apenas um entre os milhares de motoristas atendidos naquele dia.
A chuva caiu durante todo o fim de semana. Três dias depois, na segunda-feira, o clima era outro. Um calor intenso. Um sol de rachar. A noite estava quente. Lá pelas nove, encostou um carro vermelho metálico e vidros fumês. Na cabine seis. Verônica, de saco cheio com todo o dia cansativo de trabalho, recebeu o dinheiro de forma ríspida. Entregou o recibo com certa antipatia. Não pôs sentido em quem estava atendendo. Nem olhou. Foi no fim que ouviu uma voz muito educada e vigorosa:
            – Muito obrigado! Boa noite! – Só deu tempo de Verônica observar um faceiro sorriso refletido no retrovisor. Era ele. O rapaz de outro dia. Só podia ser. Ninguém diz muito obrigado. Ainda mais duas vezes num intervalo tão curto de dias. E aquela voz lhe soou familiar. Aquilo poderia não significar nada, mas de certa forma Verônica estava fascinada por um sujeito que trafegava pela rodovia.
            No dia seguinte, portanto na terça-feira, Verônica ficou atenta, vigilante, procurando encontrar aquele que poderia ser o seu príncipe encantado. Já eram dez horas da noite e nada. O turno de Verônica se encerraria e o pintoso rapaz não apareceu. Ele de fato não cruzou aquele pedágio naquela terça-feira. Verônica então começou a achar aquilo tudo uma ilusão de sua cabeça. Paranóia. Uma pessoa desequilibrada. Doida pra arranjar um namorado. Não poderia se apaixonar por uma pessoa que nem conhece. Nem sabe quem é. Só pelo fato de ser educado e dizer: “muito obrigado! Boa noite!”? Uma vez, há algum tempo atrás, um outro rapaz lhe disse “valeu!falô!” e nem por isso se apaixonou por ele...Prometeu para si mesma que não iria mais pensar naquele rapaz.
            Foi na quinta-feira que ele reapareceu. Desta vez estava num carro branco com rodas de liga-leve. O cabelo igualmente penteado. Verônica esqueceu-se de sua promessa particular. O homem, como das outras vezes, sorriu voluptuoso. Verônica tratou de se comunicar:
                   Olá! Tudo bem? – Disse com algum acanhamento.
                    Tudo. Tudo ótimo. E com você?
                    Ah! Você sabe né! Trabalhando muito como sempre... – Foi dizendo enquanto demorava computar as moedinhas que recebera do cara. Foi aí que o motorista do carro de trás começou a buzinar e gritou alguma coisa do tipo “vão namorar em outro lugar.”
           – A propósito, como é o seu nome? – Perguntou o rapaz dando sinal de que precisava terminar a conversa.
        Verônica! Verônica!Eu trabalho sempre aqui na cabine seis!!!!!!!
O rapaz foi embora. Fez um tinindo com o polegar alegando que tinha entendido. Verônica estava arrebatada. Ficou conjeturando. Imaginou coisas extraordinárias a respeito do homem perfumado e ataviado de jóias. Devia ser rico. Muito rico. Tinha muitas jóias. Deveria ter muitas posses. Parecia ser um homem abastado. Ainda mais com todos aqueles lindos automóveis.
Na sexta-feira ele também apareceu. Quando o relógio aproximava marcar nove horas, Verônica pôs um batom na boca. Penteou os cabelos. Não se perfumou. Queria sentir a fragrância suave do galã. Na batata! Nove da noite veio chegando ele. Na cabine seis. Veio de longe, parece. Foi frenando sua caminhonete cabine dupla de cor acinzentada. Na cabine seis.
        Oi! Tudo bem Verônica?
Toda trêmula e encabulada ela disse:
        Sim! Quer dizer... não...(ops!) quer dizer, sim, eu acho! Mas ainda não sei seu nome...
O moço transfigurou-se. Aquela figura tão viril parecia ter engolido um bicho. A feição do bonachão avermelhou-se. Mas antes que a ruiva perguntasse novamente respondeu: 
- Onofre...Quer dizer...Carlos...bem....Exatamente é....Carlos Onofre...Isso....Carlos Onofre.
-          Que nome lindo você tem! -  Disse a menos encabulada Verônica.
- Pois é! Foi meu pai quem me deu. Gosto dele. Meu pai quem me chamou assim. – Agora mais abrandado.
Enquanto tudo isto acontecia, Verônica apanhava as moedas e as manuseava com um sorriso permanente.
-          Você tem carros muito bonitos. São todos seus?
- Sim. Sim. Sim. São todos meus sim. Claro que são. Muito bonitos não??! Gosto muito deles.
A conversa não pôde continuar. O supervisor de Verônica apareceu. Olhou com cara feia. Não sabia o que estava acontecendo, mas aquele sujeito demorou quase cinqüenta segundos na cabina do pedágio.
Daquele dia em diante, ele apareceu todos os dias. O Carlos Onofre. Todos na cabine seis. Conversam todos os dias um pouco. Durante os trinta segundos tolerantes de permanência nos guichês. Conversavam sobre tudo. Verônica e Carlos Onofre. Todos os dias um assunto novo. Conversavam desde a invasão norte americana no Iraque à invasão dos alienígenas nos desertos chilenos. Também ouviu o desabafo de Verônica quando seu primo de terceiro grau faleceu e não recebeu permissão da empresa para ir ao enterro. Todos os dias um carro novo. Carlos Onofre sempre falava alguma coisinha sobre o novo modelo que estava dirigindo. Carros azuis, amarelos, prateados, avermelhados...uma porção deles. Todos de sua propriedade. Verônica, cada vez mais apaixonada. Carlos Onofre cada vez mais sedutor. Poderíamos dizer que aquele era o pedágio do amor. O lugar perfeito para dois amantes.
Até que um dia, depois de passados meses, Verônica decidiu que estava na hora de saírem. É. Deveriam sair sim. Um encontro. A essa altura Verônica já tinha o numero do telefone celular de Carlos Onofre. Na hora do almoço telefonou. Era uma sexta-feira. O pedido foi inesperado. Carlos Onofre aceitou. Gostou do convite. Estava interessado. Naquela mesma noite iriam sair.
A noite chegou. Verônica levou um belo vestido para o trabalho. Iria se trocar lá mesmo. No vestiário. Aprontou-se. No horário marcado, às dez horas, depois do fim do turno de trabalho de Verônica chegou o homem. Carlos Onofre. Conduzia um maravilhoso modelo esportivo. Daqueles carros que só vemos em feiras de automotivos. Grená. Um grená forte. Verônica sentiu-se como a Cinderela. Parecia a Cinderela. Estava muita bem trajada, com seus cabelos trançados como arrebóis decaídos por sobre um gracioso vestido índigo. Sentou-se com muito cuidado no banco de couro do cupê, depois que o cavalheiro dos sonhos abriu a porta. Passaram no pedágio. Pela cabine dois. Controlada por Velma, que sorriu para a amiga no assento do carona. Parecia um sonho. O casal de pombinhos na primeira noite enamorada. Onofre fez mistério. Não disse para onde iriam. Disse apenas  que era um lugar muito bonito. Um restaurante. A noite estava muito bonita e o luar clareava a estrada. Poucos carros. Pouco movimento. Tudo perfeito. O rádio sintonizava uma rádio romântica. Que tocava uma canção romântica. Em inglês. Música americana. Muito embora eles preferissem sertanejo. Descobriram esse gosto em comum em uma das conversas na cabine seis. A viagem, de curta duração, parecia uma longínqua jornada embalada pela apaixonadiça conversa de encantamento, típicos galanteios, troca de elogios e impressionamento de quem quer seduzir outrem. Se de um lado Verônica estava toda boba, certa de que algo completamente surpreendente lhe acontecia, Carlos Onofre também não parecia menos truão. Atendia o celular várias vezes, quem sabe por ofício, mas em todas as vezes não se demorava, tratava de mandar recados de que depois retornaria, de que não podia falar, coisas assim, de quem tem coisa mais importante pra fazer ao invés de dependurar-se pelo pescoço ao ouvido.
No destino revelado, a cena não mudava. O destino, e agora me refiro a sorte, lhes pegara de jeito e parecia ter formado mais um daqueles pares românticos que decidem dali em diante partilharem coisas. Estacionou o carango super moderno sob os afáveis olhares da moça, que prestava atenção em cada detalhe. A passagem de marcha a ré, o jeito de olhar o retrovisor... ao descer a visão parecia lhe pregar uma peça. Nunca vira um lugar tão requintado, coisa de cinema. Conduzida pela mão, Verônica adentra ao restaurante. Parece não crer no íntimo que tal momento lhe ocorria. Para Onofre e todos os demais, portava-se como uma dama da nobreza   embrenhando-se em seu lugar comum. Um jantar memorável, um encontro que atingiu o mais alto grau numa escala de valores; incomparável, único, sem-par. Isto indicava muita coisa. Que a amizade poderia ser promovida a relacionamento. No quesito beleza os dois estavam bem servidos. Na amabilidade também. Trocaram o primeiro beijo. Descobriram que amavam frutos do mar. Verônica adquiriu uma porção de conhecimento sobre automóveis. Onofre ficou sabendo que as moedinhas de troco do pedágio que alegam ser doadas a instituições de caridade, na verdade são rateadas entre o supervisor e o gerente do pedágio no caixinha do mês. A mãe de Verônica faleceu num curto-circuito do ferro elétrico. Por trauma, Verônica não passa roupas. O pai de Onofre morreu a quinze anos, metralhado, confundido com um chefão do tráfico. Onofre jurou vingança. Desmentiu, em meio a sorrisos desconcertados. Demorou a convencer Verônica de que estava brincando. Nunca pegara em armas, alegou ele. Pediu desculpas por assombrar a moça. Não estragou nada. Já estavam em sintonia.
Uma convergência de fatores aproximavam-nos mais. Saíram de mãos dadas, desta vez como namorados. Carlos Onofre pagou a conta. Um manobrista se encarregou de parar o carro na entrada. Pegaram a estrada, de volta a cidade. A certa altura, Verônica recostou-se sobre o ombro de Onofre. Admirando a beleza do painel, perguntou, inocentemente:
- Onofre, este é um daqueles carros que atingem de zero a cem em dez segundos?
No que o homem respondeu:
- É sim. Vou te mostrar.
Nessa fala, deu uma pisada severa e acelerou como um supersônico, rasgando o ar, cortando o vento, dirigindo em alta periculosidade. O intuito fora o de impressionar a garota. Mas conseguiu arrancar-lhe um grito de apavoramento, uma insatisfação desaprovadora:
- O que é isso Onofre???? Não te pedi pra correr assim! Pelo amor de Deus pára esse carro que eu quero descer.
Sentindo que deu mancada com seu exibicionismo fortuito, desacelerou e tentou consertar as coisas. Tentou ser o mais lhano que pode:
- Meu bem, me desculpe não quis te aborrecer. Me desculpe.
Recuperada de seu susto, alargou o sorriso de outrora, com ternura respondeu, apoiando-se no “meu bem” pronunciado pelo companheiro ecoando até agora em seus ouvidos:
- Tudo bem meu amor. Só não faça mais isso. Tenho medo da velocidade.
Apaziguam-se os ânimos. Dali pra frente Onofre prometeu a si mesmo não dar mais gafes. Verônica fingiu que nada desagradável aconteceu. Na noite escura iluminada pela lua que não se escondia por nada neste mundo, a viagem continuava serena até que uma luz surgiu no retrovisor. Uma luz intermitente. Vermelha. Quanto mais andavam, mais a luz se aproximava. Notou-se. Tratava-se de outro carro. Os faróis desenhados abaixo o girofelx piscando em cima. Uma viatura policial. Ou poderia ser uma ambulância. Um carro de bombeiros. O pretume não revelava a identidade visual do veículo. Verônica, entretida com a conversa nem notou a perturbação disfarçada de Onofre. Também não notou que sorrateiramente o rapaz, dessa vez de leve, afundou novamente o pé no pedal de corrida. Arrancou, abriu o gás, pulou fora, vazou, escafedeu-se das vistas do carro de trás. Com o motor possante, fora tarefa fácil. Inesperadamente, ao fazer a curva, depararam-se com uma barricada, carros de policia saindo pelo ladrão. Verônica nada entendeu. Onofre gelou até a última vértebra da espinha dorsal. Freou com tudo. Parou a carruagem, cantando os pneus abruptamente. Não tentou fuga. Não tinha saída. Rapidamente fora sitiado. Não houve espaço para manobras. Verônica assustada. Onofre desatinado. Um gato no saco, um rato na ratoeira, um boi no matadouro, um peixe na rede, uma minhoca no anzol. Verônica assustada. Onofre cercado. A policia chegou. Armas em punho. Um, dois, três...uma dezena. Gritos de ordens. Mãos ao alto. Saiam do carro. Mãos a vista. Verônica desolada, atônita. Cumpriu as ordens. Ouviu Onofre dizer algo ‘calma, tudo vai ficar bem’. Um policial saiu de lá do meio dos carros trazendo duas algemas. Mãos para traz. Foram enquadrados. Verônica, sem culpa. Mas ouvira a sentença ministrada ao seu novo amor:
- Luiz Carlos Pereira da Silva. Enfim te pegamos. Você vai passar os próximos anos da sua vida de ladrão de carros na prisão. Carros de luxo agora só por figurinha.
Um tapão bem dado nas costas do meliante que foi conduzido ao camburão. Verônica, sem entender muita coisa, mas entendendo perfeitamente que estava encrencada ainda ouviu de um homem da lei:
- E você menina, devia se envergonhar de andar atrás desse mau elemento. Cúmplice de vagabundo e vagabundo pra mim é a mesma coisa.
Chorosa, adentrou. Sentou no banco de trás da viatura. Seguiram no comboio, rumo a delegacia. Onofre, cujo nome de batismo era Luiz Carlos, foi no camburão da frente. Verônica, no carro do fim da fila. A praça do pedágio apareceu no horizonte. O motorista, um policia moderno, numa puxação de saco característica dos bajuladores profissionais, dirige a palavra ao delegado sentado no banco de trás, ao lado de Verônica:
- Chefe, qual cabine eu passo? Na dois?
O chefe respondeu certeiro:
- Não, não, eu prefiro a seis. Vai na seis. A dois é muito tumultuada.

 FIM

Reflexão de hoje: As aparências enganam. Não sejamos ingênuos com questões importantes de nossas vidas.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Por onde saem as lágrimas




A boca fala.
Os ouvidos ouvem.
O nariz respira.
Os olhos vêem.
As mãos pegam.
Os canais lacrimais choram.

A verdade verdadeira desse lance das lágrimas é um pouquinho mais complexo. As lágrimas na verdade são um composto de água, sais minerais, proteinas e gorduras produzido pelas glândulas lacrimais com a finalidade de lubrificar e limpar o olho. É um complexo sistema que mantém nossos olhos saudáveis e aptos a enxergarem o tempo todo, livre de invasores biológicos. E a lágrima tem um fator importante nesse processo de manter os olhos em perfeito estado durante toda a vida. As lágrimas nunca faltam enquanto estamos vivos.

Li um dia desses um texto baseado em um estudo científico afirmando no entanto de que os fluidos produzidos para lubrificar as vistas são diferentes das lágrimas produzidas para chorar. Em tese, o "conteúdo" da lágrima é o mesmo, mas a motivação é exatamente o fator que causa a distinção entre uma coisa e outra: sua natureza.

Na minha opinião o choro é o mecanismo mais fabuloso criado por Deus ao ser humano no tocante as emoções. Acho que Deus pensou, muito bem pensado ao criar as "lágrimas".

As emoções, nascem e brotam no mais intimo de cada um de nós e seria uma agonia quase inimaginável se não pudéssemos externá-las. Imagine, sentir uma dor aguda no peito, por uma ferida, uma perda de alguém, uma derrota, uma tristeza sobre qualquer assunto entristecedor da vida e não tivessemos como extravasar este sentimento? Seria terrível. Da mesma forma, ao sentirmos uma alegria sobremaneira dentro do peito, algo que nos emocionasse em nosso último grau de emoção...como faríamos para diferenciar um sorriso corriqueiro do dia a dia  para com sorriso altamente representativo, uma explosão de felicidade se não fosse através do choro de alegria?

Chorar, além das lágrimas, é um processo. Não se trata apenas das lágrimas. Chorar é como colocar um espelho no interior do ser humano e exportá-lo para fora de nós. É um reflexo da profusão de sentimentos que eclodem em nosso coração, em nossa mente, em nossos sentidos.

Muitos não entendem assim. Talvez por isso alguém lá atrás, disse: homem que é homem não chora. De fato, é bem verdade, de que homem que vive chorando a torto e a direita é um homem que não consegue conter realmente os seus sentimentos. Talvez este tal homem que chora a todo momento esteja com sérios problemas maiores do que o problema que um choro pode resolver. Isso vale para a mulher. E também vale uma avaliação espiritual e psicológica.

Mas reprimir o choro não é lá muito inteligente, pois é um processo fundamental para expressão dos sentimentos. Quando sufocamos o choro a dor fica lá dentro, latejando, reverberando no cérebro, atacando o coração, o figado, os pulmões, e tudo quanto é sistema funcional do corpo humano.

O salmista Davi diz algo interessante no Salmo 30:5b

"O choro pode durar uma noite; pela manhã, porém, vem o cântico de júbilo."

Sem nenhuma dúvida, Deus acalenta os teus filhos nos momentos de dor. Mas Davi, muito sabiamente, também sanciona algo belo: "amigo, pode chorar durante a noite, viva o seu momento de dor, externe seus sentimos, mas saiba que a alegria vai chegar."

A sabedoria popular também criou uma sentença interessante sobre o asunto: "não há alegria que nunca acabe, nem tristeza que sempre dure."

É certo que o choro então faz parte de um ciclo natural da vida, uma ferramenta que utilizamos em situações de profunda dor ou alegria, uma expressão das mais nobres dos sentimentos humanos. Chorar é dizer a alguém: "eu te amo", "sinto sua falta", "você me faz bem", "não gostaria que você estivesse passando por isso"... ou a si mesmo "sinto esta dor", "estou machucado", "não estou aguentando esta situação"...
Para revelar o quão humano e necessário o choro é para nossas vidas, o Mestre, o Rei dos reis e Senhor dos Senhores, deixou-se registrar naquele que é dito o menor versículo da Bíblia, mas certamente a maior mensagem que nos foi deixada:

"Jesus chorou." - João 11:35

Choremos, de alegria ou tristeza, certos de que o melhor sempre estará por vir!


Em Cristo,



Bruno Ramos

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Marvin Sapp - Never Would Have Made It

Eu teria muitas coisas pra falar sobre Marvin Sapp. Quanto ao seu talento e unção da parte de Deus, são atributos proeminentes.

Marvin Saap fora um dos integrantes do The Commissioned junto a importantes nomes da música gospel americana.

Ouça e curta o trabalho desse importante músico e pastor!





terça-feira, 31 de julho de 2012

O dia que a casa cai

E ai saudades? Depois de quase uma semana estamos juntos de novo. :) Fiquem na paz!


Tem gente que vive de mentiras. Se envolve em uma teia de falsidade, mentiras e enganos e vai vivendo sua vida como um equilibrista de circo, sustentando a duras penas suas mentiras como pratos giratórios suspensos em hastes.


Fora e dentro da igreja isso acontece.

As pessoas que assim vivem só esquecem de considerar de que mais dia menos dia, a mentira é descoberta e a casa cai. Todo aquele telhado de vidro se espedaça e só irão restar os cacos.

Vamos dar nomes aos bois:

Sabe aquele crente que fica dando glórias a Deus e aleluias na igreja, carinha de bom moço...mas na sua convivência em outras áreas é um tremendo de um endemoniado, e vive a contrariar tudo o que aprende na igreja...um belo dia, um lider na igreja o encontra na rua com a boca na botija. A casa cai.

O sujeito entra num relacionamento extra-conjugal, numa traição a sua mulher...inventa desculpas a esposa para justificar sua ida ao motel com "a outra", arranja justificativas para fazer viagens com a amante...um belo dia sua esposa descobre recados intimos em seu celular. A casa cai.

A secretária da empresa começa a desviar dinheiro do caixa da firma para logicamente seu próprio benefício. Um belo dia, seu patrão "arma" um flagrante e descobre a façanha maléfica de sua funcionária. A casa cai.

O político que diz combater a criminalidade, mas é um ator atuante no mundo da corrupção. Pobre alma...um belo dia, seu nome está estampado nos jornais, sua reputação é manchada e muitas vezes sofrem condenações ferrenhas. A casa cai.

Esses casos todos relatados assim, de forma diminuta, reduzidos a um parágrafo, acabam por não expressar a gravidade de seus efeitos. Vidas, famílias, comunidades, são LITERALMENTE destruidos por atos pecaminosos, maldosos e errôneos.

A começar pelas pessoas envolvidas. A terminar pela pessoa que pratica tais atos e muitos outros que variam destes exemplos. Existem consequências.

******

Levar uma vida dupla ou assumir comportamentos dúbios, encobertos, é uma prática que acarreta apenas prejuízos para quem a pratica. Na verdade, inicialmente dá uma sensação de "êxito".

A primeira fase é do medo de assumir certos riscos, de agir em desacordo com as cartilhas do bom comportamento, da ética, da integridade e, principalmente, da santidade diante de Deus. Cometer o primeiro delito as escondidas, pra quem tem temor a Deus, respeito ao próximo, é o marco da quebra da confiança, com Deus, com o cônjuge, com um familiar, com o amigo, ou quem quer que seja.

Logo depois, vem a acomodação ao erro. Esta é a pior e mais tenebrosa fase. São quando os valores são deturpados, estraçalhados, esmigalhados, dilacerados, vão pro beleléu. Quando se acostuma com a atitude pecaminosa, nós vamos criando argumentos, primeiro, mentalmente, para justificar nossas falhas. Depois, externamente: vamos criando paralelos, nos comparando a quem faz isso, ou faz aquilo e "se dá bem", então construimos um mundo paralelo, geralmente, blindado, murado e protegido, onde o desenrolar de nossas atividades errôneas vão acontecendo, agora, respaldadas pela razão e não só pela emoção ou o ímpeto carnal. Nesta fase, o sujeito praticante das mentiras nada de braçadas em sua impunidade. Colhe os frutos saborosos dos seus atos pecaminosos, sem ser apanhado, sem ser pego. Ai, por um momento vem a sensação de realização e vitória. Tudo na surdina, tudo em baixo da moita. A "não consequência" (aparente, é bom frisar)  é o combustível maior para continuar alimentando a mentira.

Depois desta fase descrita no parágrado anterior, que pode durar um tempo maior ou menor, ai sim vem a fase pesarosa deste processo:  a descoberta, o dia que a casa cai!
Nesta fase a pessoa é confrontada com a verdade frente ao seu erro e o que acontece é um choque de realidade. É quando os valores outrora abandonados a esmo, se apresentam face a face com o indivíduo e lhe cobram a conta, com juros e correção monetária.

E esta conta, envolve outros credores: familiares, conjuges, chefes, colegas de trabalho, amigos, irmãos da igreja. A sensação de vitória dá lugar a certeza da derrota. A vergonha e a humilhação se instalam. Não há coragem de olhar nos olhos das pessoas. A idoneidade foi manchada, a conduta ilibada se transforma em arma de acusação contra o desvio de conduta.

E na esmagadora maioria das vezes as pessoas saem destruidas deste processo. Alguns se suicidam, ou matam os outros. Outros passam a sofrer de problemas psicológicos seríssimos, pertubações espirituais. Levam anos para se recompor.

Bem, o que importa saber é que ninguém passa indiferente as consequências quando a casa cai. É bem verdade que Jesus está sempre a perdoar aquele que peca, que erra, que age em desacordo com sua palavra. Mas o perdão é uma coisa, consequência é outra bem diferente.

Temos alguns exemplos bíblicos sobre consequência do pecado. O adultério do Rei Davi com a esposa de Urias, e seu posterior "assassinato" não declarado de Urias, trouxeram consequências gravíssimas para o seu reinado, como assassinato entre seus filhos, incesto, e outras sortes de consequências desta ordem.

O próprio Adão, foi perdoado de sua transgressão, mas sofreu consequências junto a Eva que perduram até os dias de hoje. E assim sucedeu muitos casos de personagens biblicos: Judas, Geasi, Caim e muitos outros.

Deus o sabe...

Paulo aos Romanos deixa escrito:

"Falo como homem, pela fraqueza da vossa carne; pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia, e à maldade para maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para santificação.

Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça.
E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? Porque o fim delas é a morte.
Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.
Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." Romanos 6: 19-23


Jesus diz:

"Se, pois, todo o teu corpo é luminoso, não tendo em trevas parte alguma, todo será luminoso, como quando a candeia te ilumina com o seu resplendor." Lucas 11:36
E creio que sobre este assunto, não há palavra mais clara e direta quanto esta, que por si só nos dá a sentença sobre estas cousas:

Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência.

Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar. Hebreus 4:11-13


Amém!


Em Cristo,

Bruno Ramos

Templo Soul - Dia de Alegria

Uma galera que curto desde minha adolescência é essa galera ai, do Templo Soul. Os irmãos tocam uma música contemporânea e com belos arranjos.

Dá um confere nesse vídeo e tire suas conclusões.

Felicidade se faz com música

Olá a todos!

Enfim, resolvi de vez expor minhas escritas. Sempre quis escrever, apresentar um pouco as idéias que estão sempre enclausuradas na minha mente, sem ter como escapar. Espero que gostem de tudo o que eu carinhosamente estou apresentando ai. E, se por um caso, precisares de uma banda pra tocar no seu casamento, na sua festa, no seu evento...estamos ai, fácil falar comigo. Abraços.

Abraço a todos.

brunodearamos@gmail.com
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(28) 9922 5062