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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Os três espíritos que Deus nos deu



O ano era de 1997 e em uma manhã qualquer no transcorrer daquele ano, chegava eu de mochila nas costas subindo ofegante a rampa da escola CIE - onde eu cursava o segundo grau de formação técnica em edificações - com alguns pensamentos na cabeça. Já a algum tempo eu vinha refletindo coisas a respeito da obra de Deus naquele lugar. Eu andava um tanto quanto inconformado com tantos adolescentes que não conheciam a Jesus Cristo. Aquela altura eu tinha lá meus 15, 16 anos de idade e já estava determinado e plenamente disponível para a causa do evangelho. E naquela manhã eu, Marquinhos e Elisângela, depois de uma longa conversa, decidimos inaugurar o grupo AM.E, Amigos do Evangelho naquela escola.

O trabalho era simples, direto e reto: nos reuniríamos no auditório da escola duas vezes por semana durante o intervalo das aulas, com os jovens que quisessem ouvir um pouco da palavra de Deus, cantar louvores e orações. Oramos muito, pedimos a direção de Deus. Na época me aconselhei com o pastor Osias, entendido no campo evangelístico. Pedimos a permissão da orientadora da escola, que nos deu total apoio.

Preparamos tudo, arranjamos caixa de som, microfones, eu levava o violão, escalamos quem levaria a palavra no dia inicial...e ai veio a missão desconcertante, pelo menos para um jovem adolescente: divulgar e "pôr a cara na reta". Me lembro como se fosse hoje, da minha cruzada evangelística, de sala em sala, pedindo "licença" ao professor de plantão dando um aviso mais ou menos assim:

"Pessoal, na quarta-feira durante o horário do recreio, vamos nos reunir no auditório da escola para começar o grupo AM.E, amigos do evangelho. Nosso objetivo é cantarmos corinhos, fazermos orações...quero deixar bem claro a vocês que não iremos pregar religião. Vamos falar do amor de Deus e conto com a presença de todos vocês."

Sabe, nem tudo ficou registrado em minha mente do jeitinho que eu queria, mas ainda consigo me lembrar muito cristalinamente daquele auditório lotado de gente, cheio de alunos curiosos, outros crentes enrustidos se declarando cristãos e uma porção de gente cantando louvores no meio daquele intervalo escolar. Durante aquele ano e um bom tempo nos anos seguintes, transformamos a cara daquela escola. Os adolescentes estavam tendo um encontro com a palavra de Deus. Nossa influência positiva chegou a tal ponto que a orientadora escolar nos encaminhava alunos com problemas familiares, problemas emocionais, para darmos  uma palavra de aconselhamento. Lembro de conversões e garotos procurando igrejas aos domingos e vindo nos contar suas experiências. No ano seguinte, o Max, irmão da minha igreja, importou o projeto pra sua escola, uma outra escola da cidade. E assim, marcamos nosso tempo como jovens que fizemos a diferença no período em que vivemos naquele lugar.

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Estudando a palavra de Deus nessa manhã, me deparei com uma passagem, que me fez lembrar dessa experiência que compartilhei com vocês:

"Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação." 2 Timóteo 1:7

Se você der um confere na Bíblia nesta segunda carta escrita por Paulo a Timóteo vai perceber o contexto desse versículo. Paulo tem um profundo amor por Timóteo a quem chama de filho. E Paulo não hesita em tecer elogios e trazer a memória a devoção e o amor que Timóteo sempre demonstrou pela obra de Deus. Mediante isso, nesta carta Paulo relata sobre o desafio que ele enfrentava pela palavra de Deus, as perseguições e prisões, as adversidades, e também cita discípulos que abandonaram a jornada cristã. O objetivo de Paulo era injetar em Timóteo a perseverança necessária para que este continuasse motivado nos caminhos do evangelho. Timóteo tinha "pedigree", tinha história, tinha uma carreira de sucesso no amor e na pregação da palavra.

Em meio a palavra motivadora liberada por Paulo a Timóteo ele escreve o verso acima exaltando os três espíritos ou ânimos de Deus a eles:

- Fortaleza ou Poder
- Amor
- Moderação ou equilíbrio

Em um só versículo Paulo então resolve dar a receita do bolo, citando os ingredientes necessários para a conduta do cristão.

Desliga esse barulho ai, e presta só um pouquinho atenção aqui!!

Que coisa interessante! Ele junta no mesmo verso duas coisas, não diria antagônicas, mas incongruentes:

Poder e Amor. E mais: no meio tem Moderação!!! Entendeu ou quer que eu desenhe? Tá, vou desenhar:

Amados irmãos, a palavra de Deus é reveladora a todo o tempo. Não adianta o poder sem o amor, e não adianta amar ou exercer a autoridade sem se pautar no equilíbrio, na equidade, na justiça, na temperança. Tem gente que viaja nos extremos! Tem gente que só enxerga Jesus com o chicote na mão expulsando os comerciantes do templo...tem gente que só enxerga Jesus lavando os pés...

Há tempo de falar. Há tempo de se calar.

O evangelho passa e sempre passou por conturbados levantes. Sempre houve perseguições, sempre fomos e seremos confrontados quanto a nossa fé. Sempre haverá carreiras para correr e vitórias para alcançar. Mas quando no deixamos levar por nossa conduta extremista, radicalizada e veemente, corremos o risco de queimarmos nosso ânimo de uma só vez: o famoso "pecar por excesso."

O evangelho não é isso. Seguir a Cristo não é isso. E creio que é disso que Paulo fala nesse texto, o ato de aprendermos a moderar as coisas.


"Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar."

Tiago 1:19


"Todos têm ouvido falar da obediência de vocês, por isso estou muito alegre; mas quero que sejam sábios em relação ao que é bom, e sem malícia em relação ao que é mau. Em breve o Deus da paz esmagará Satanás debaixo dos pés de vocês. A graça de nosso Senhor Jesus seja com vocês."

Romanos 16:19-20

Devemos ter esses três espíritos da parte de Deus dentro de nós: poder, amor e moderação pra podermos vencer em tempos difíceis, para rompermos diante as perseguições, para apregoarmos o evangelho a toda a criatura...

Tudo a seu tempo. Deus está observando tudo e nada passa despercebido diante dos seus olhos. O tempo do amor vem para todos, o tempo da justiça chegará também.

Quanto a Timóteo, foi instruído a canalizar toda a sua devoção a causa de Cristo. Recebeu o estímulo da parte de seu tutor para prosseguir de maneira equilibrada utilizando o dom do amor, o dom da autoridade revestido de equilíbrio.



Lá atrás, ainda na minha tenra juventude, procurei agir assim, aprendi desse modo e tenho procurado me comportar desse modo, desde o inicio de minha caminhada cristã. O importante é estarmos preparados, unindo explosão e resistência para suportar a jornada que nos foi proposta, rumo ao alvo que é Cristo.


sábado, 2 de fevereiro de 2013

O Ministério da Saúde adverte: Compareça ao posto de saúde mais próximo e tome sua vacina contra poliomelite, rubéola e hipocrisia



Que bom seria se assim como para a rubéola, caxumba, poliomelite, coqueluche e outras mais, houvesse uma vacina que nos deixasse imunes a hipocrisia.

Pensando assim, seria ótimo também se houvesse uma vacina que fosse capaz de nos deixar imunes a uma porção de problemas...ao pecado, a sentimentos ruins, a dores e a uma porção de coisas que nos fazem mal; talvez tudo que nos aflige!

Mas a vida não é assim, e a ciência ainda não descobriu como regular nosso caráter. Na sociedade, resolveram chamar boa conduta de "ética" e passaram a ensinar "moral e cívica" nas escolas (existe essa disciplina ainda?). Na igreja, aprendemos que o bom comportamento e as boas virtudes são premissas de homens santos.

Quando nos convertemos e nos propomos a tratar nosso caráter, realmente passamos a aceitar uma mudança real em nossas vidas, compreendemos e nos aperfeiçoamos a compreender sobre os ensinamentos de Cristo e essa transformação equivale a uma agulhada na veia, um soro que nos limpa por dentro e adquirimos a imunidade, a resistência "imunológica" contra desvios de caráter, dentre eles a hipocrisia.

Preste atenção: a única forma do caráter de Cristo ser formado em nós é através da operação dos ensinamentos da cruz. Essa é a única forma.

Jesus diz assim: "Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também." João 13:15

Infelizmente, e não é de hoje, essa maldita prática da hipocrisia, se apossou de muita gente dentro de nossas igrejas e tem se espalhado como um vírus, nas diferentes esferas do cristianismo.

A hipocrisia nada mais é do que o viver um fingimento, viver uma mentira. É quando pregamos uma coisa mas vivemos outra, é quando concordamos com nossas palavras e não concordamos com nosso coração é quando por "n" motivos quaisquer, resolvemos disfarçar nossa real intenção.

Um exemplo disso, pra não ficar apontando ninguém daqui ou de acolá, Jesus nos deixou quando exortou os fariseus:

"Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem;" Mateus 23:3

A história dos fariseus é longa e não vou me ater nisso. Mas Jesus, em outras palavras, diz: "o discurso está bonitinho, está certo, está joia, mas a prática está errada."

Amados irmãos, essa gente, os fariseus, tomaram tanta "lapada no lombo" de Jesus por causa da sua religiosidade mentirosa, fingida e hipócrita, que fico pensando no tamanho da misericórdia de Jesus por nós, seres humanos, falhos, homens pecadores. Jesus poderia ter lançado essa turma de uma vez no inferno, enviado um anjo da morte e recolhido todo mundo...mas Deus é Deus, e só Ele conhece os propósitos dos seus desígnios.

Não obstante, a prática da hipocrisia, não ficou só nos relatos bíblicos dos tempos de Jesus. TEMOS VIVIDO ISSO GRAVEMENTE nos dias atuais, nessa igreja atual.

Não sei você amado irmão que está lendo minhas palavras agora. Mas as vezes eu tenho vontade de chorar ao analisar a real situação da igreja atual. Tenho me envergonhado, tenho me sentido o verme dos vermes do cavalo do bandido, com essa situação toda. Estou profundamente envergonhado e decepcionado com tanta coisa rude acontecendo por causa da hipocrisia.

Se eu for escrever sobre tudo aqui, deveria parar de escrever no bloguinho e escrever um livro sobre esse assunto. A falsidade está imperando no comportamento de muita gente: homens gananciosos se disfarçando de pregadores para viverem vidas abastadas, cheia de "unção", "retété", "grana", "poder", "regalias" e "ostentações". Crentes que vão na igreja, se dizem irmãos, mas querem mesmo é ver o seu fim, sua derrota, sua desgraça, lideres que cobram certos comportamentos de seus liderados, mas não vivem o que cobram, não vivem o que dizem acreditar. Essa é a realidade dos fatos.

Quero pedir perdão a você leitor, que acompanha meu blog, e tem sido um pouco meu "confidente aqui" sobre alguns assuntos dessa natureza.

É que tenho procurado apregoar as boas novas de Jesus, as boas novas da salvação, o gozo e a paz que é o serviço a Cristo, mas infelizmente, o quadro não tem sido um dos melhores, e tenho me sentido na obrigação de me manifestar, de dizer o que sinto, o que tenho percebido. Essa gente não deixa as coisas melhorarem!

Gritos de ordem, de respeito, palavras ferozes de manifestação não valem de nada se o caráter não estiver verdadeiramente tratado por Cristo. Não existe visão, metodologia de gestão, teologia nenhuma que se mantém de pé se a base não for vidas transformadas por Cristo.

Essa gente que tem aberto igreja e tem tratado rebanho como números, essa gente que tem ido a igreja para fazer barganhas com Deus está vivendo de uma grave hipocrisia. Pessoas que não aprenderam nada do que Cristo ensinou. Ao invés de se "doarem" ao evangelho, querem viver regaladamente as custas do Reino de Deus. Outros, querem tratar suas idas a igreja como quem vai a um clube social, fingindo bons comportamentos mas não se transformando pelo poder da Palavra de Deus.

É muito complicado tratarmos esses assuntos, porque as pessoas que agem assim, raríssimas vezes "se entregam" nessa questão. Principalmente, porque "forjam" contextos bíblicos que aparentam sustentar suas mentiras. É como um pregador que evoca versículos legítimos sobre a adoração a Deus com os dízimos e as ofertas para justificar o seu ato ilegítimo de prometer bençãos que Deus nunca prometeu, promessas que Ele nunca fez:

"Portanto, eis que eu sou contra os profetas, diz o SENHOR, que furtam as minhas palavras, cada um ao seu próximo. Eis que eu sou contra os profetas, diz o SENHOR, que usam de sua própria linguagem, e dizem: Ele disse. Eis que eu sou contra os que profetizam sonhos mentirosos, diz o SENHOR, e os contam, e fazem errar o meu povo com as suas mentiras e com as suas leviandades; pois eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e não trouxeram proveito algum a este povo, diz o SENHOR." Jeremias 23:30-32

Temos hoje em dia mais do que nunca irmãos, vivido tempos difíceis. Os verdadeiros servos de Deus a partir de agora viverão tempos de guerras constantes. Não contra homens, carne ou sangue, mas contra os principados deste mundo, esse espirito maligno que tem buscado esfriar a fé de muitos.

Muitos de nós tem visto esse espirito maligno da hipocrisia se manifestando em nossas congregações, e já passou da hora de os verdadeiros cristãos, os verdadeiros pastores, os verdadeiros líderes, darem um basta nisso tudo, romperem com essa imundície que tem lambrecado nossos pés de lama.

Não sejamos hipócritas meus irmãos, falso no nosso falar, no nosso agir, no nosso testemunho, na nossa verdadeira conduta cristã. E observemos o que Jesus verdadeiramente nos ensinou:

"Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna." Mateus 5:37

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Profissão: bajulador



Trabalhei com um cara que me disse uma vez: "Bruno, o corrimão para o sucesso é puxar o saco do patrão."

Ainda me lembro que foi no ano de 2005 que com um tom gozador este colega de trabalho que sabia muito da vida me pregou na mente esta sentença um tanto quanto pejorativa, mas que também divide o mundo em dois grupos de pessoas: os bajuladores e os não bajuladores.

Pra tratar um pouco disso, inicialmente temos que entender certinho, refletir um pouco sobre do que se trata um bajulador.

O primeiro de tudo a saber é: um bajulador quase nunca se confessa um bajulador.

Se você pesquisar no pai dos burros a resposta para o que é um bajulador vem de forma clara sem rodeios:  "que ou quem faz bajulações, que louva e exagera os méritos de alguém com fins interesseiros. Adulador, lisonjeador."

O bajulador é uma pessoa que geralmente enxerga uma excelente oportunidade de negócio, de meio de vida, de gaita fácil, de crescimento profissional, de visibilidade, de fama, de regalias através de uma aproximação a alguém que possui algo a oferecer dentre as categorias citadas acima. Portanto, através de uma aproximação motivada por causas naturais ou dissimuladas o bajulador se posta próximo a pessoa que pode lhe ofertar um benefício e rapidamente e oportunamente trabalha para ganhar a confiança do pretendido bajulado através da amizade, companheirismo até mesmo de sacrifícios artificiais em prol do sujeito poderoso de quem ele pretende conquistar favorecimentos.

O desenvolvimento e o desenrolar da bajulação você já conhece: uma vez conquistado o foro íntimo - pessoal ou profissional - do candidato, o adulador começa a tecer conselhos, defender o comportamento do  seu bajulado a qualquer custo, se torna um homem ou mulher de confiança, passa a guardar segredos, intitula-se como aliado e o ápice da história toda: vive a elogiar, enaltecer, orgulhar-se de tudo o que seu bajulado produz ou deixa de produzir. 

Não sei não, mas acredito que uma bajulação de um puxa-saco vale mais do que dez palestras motivacionais ministradas pelos maiores gurus do planeta. Por isso mesmo, o bajulado acaba tendo dificuldade para opor-se muitas vezes a aproximação do seu adulador. O bajulador trabalha tão direitinho que ele camufla muito bem camuflado seus interesses, principal motivo de tudo, com sentimentos por vezes até parecidos a verdadeiros de amizade. A vítima (lembre-se: poderosa ou endinheirada) começa a entender que aquele individuo (ou indivíduos)  subserviente é importante pra ele, começa a crer que os sentimentos são verdadeiros e de que esse cara é a representação perfeita de sua auto afirmação. Então, vai mantendo o bajulador por ali, por vezes propositalmente, por outras vezes involuntariamente.

Enquanto isso tudo acontece, o bajulador, que não está ali de graça, vai atingindo seu objetivo inicial e principal disso tudo: usufruindo de favores que talvez não seriam alcançados sem o artifício da bajulação - maiores salários, posição de destaque, torna-se porta-voz de sua personalidade particular, ganha presentes, honrarias e tudo quanto é privilégio que se possa imaginar.

Entendido o contexto do bajulador, agora fica fácil conversarmos sobre as consequências da bajulação.

Davi escreve assim:

Salva-nos, Senhor! Já não há quem seja fiel; já não se confia em ninguém entre os homens.
Cada um mente ao seu próximo; seus lábios bajuladores falam com segundas intenções. 
Salmos 12:1-2 


O grave problema da bajulação é que ela age como uma doença silenciosa. Ela vai penetrando vagarosamente pelos órgãos do corpo e quando menos se espera, causa uma falência múltipla em quem está contaminado por ela.

Aquele que se cerca de bajulação acaba criando um mundo paralelo ao real. O poder da bajulação acaba cegando sua capacidade de perceber erros. Sim, porque a função maior do bajulador é manter o cenário perfeito diante do bajulado, mesmo que isso custe mentiras, falsidade, mesmo que inverdades se tornem verdades, mesmo que a impressão seja falsa.

A função homicida do bajulador é manter tudo na perfeita ordem perante o bajulado, mesmo quando não está.

Ele faz isso, porque não está preocupado com as consequências, com os resultados mortíferos que podem acarretar a seu bajulado. Ele está preocupado em usufruir o máximo possível de qualquer que se seja sua regalia e pra isso ele vende a ilusão de que está tudo bem.

Então, intrigas são geradas, resultados negativos são camuflados, ações errôneas dignas de serem repreendidas são exaltadas, compromissos fingidos são firmados e no fim, quando tudo estiver destruído, o bajulador - sempre coadjuvante - "pula" fora, deixa seu bajulado na ruína e desgraça e vai procurar outro bam-bam-bam para puxar o saco.

Infelizmente, vivemos em um mundo egoísta e corrupto, onde os interesses pessoais para muitos estão acima de um sentimento verdadeiro pautado na sinceridade.

O verdadeiro amigo, o autêntico cristão, não deve pautar suas relações nem de um lado nem de outro dessa gangorra perigosa.

Tratar com sinceridade, respeito, possuir estima por alguém não tem nada a ver com isso. Devemos respeitar sim nossas autoridades, lideres, chefes, quem está acima de nós, assim como devemos buscar o respeito de quem está num contexto de serviço a nossa posição, seja ela onde for, em qual esfera for.

Mas os resultados de nossas conquistas devem ser obtidos por nossos méritos, por nosso comprometimento franco e desprendido de nossos esforços.

Adiante, Davi mais uma vez escreve:

Pois segui os caminhos do Senhor; não agi como ímpio, afastando-me do meu Deus.
Todas as suas ordenanças estão diante de mim; não me desviei dos seus decretos.
Tenho sido irrepreensível para com ele e guardei-me de praticar o mal.
O Senhor me recompensou conforme a minha justiça, conforme a pureza das minhas mãos diante dos seus olhos.
Ao fiel te revelas fiel, ao irrepreensível te revelas irrepreensível,
ao puro te revelas puro, mas com o perverso reages à altura.
Salvas os que são humildes, mas humilhas os de olhos altivos. 
Salmos 18:21-27

O batalhador e homem de Deus Jó também toca no assunto:

Tenho que falar. Isso me aliviará. Tenho que abrir os lábios e responder.
Não serei parcial com ninguém, e a ninguém bajularei,
porque não sou bom em bajular; se fosse, o meu Criador em breve me levaria. 
Jó 32:20-22

Nos afastemos irmãos dessa prática tão perversa e busquemos amar e respeitar nosso próximo com sinceridade, justiça e verdade, elogiando quando preciso, repreendendo quando necessário, mas sempre pautados naquilo que nosso Deus nos revela através da sua palavra.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!


[Para o músico-mor sobre Gitite. Salmo para os filhos de Coré] Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!
A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo.
Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde ponha seus filhos, até mesmo nos teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu.
Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvar-te-ão continuamente. (Selá.)
Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados.
Que, passando pelo vale de Baca, faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques.
Vão indo de força em força; cada um deles em Sião aparece perante Deus.
SENHOR Deus dos Exércitos, escuta a minha oração; inclina os ouvidos, ó Deus de Jacó! (Selá.)
Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.
Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios.
Porque o SENHOR Deus é um sol e escudo; o SENHOR dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão.
SENHOR dos Exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança. 
Salmos 84:1-12



Recentemente tive a oportunidade e o prazer de conversar com João Alexandre no programa Sintonia Soul que apresento na Rádio Transgospel. Tive a honra de relatar pelo menos um pouco da influência que o trabalho musical dele tem na minha formação musical e na minha vida como compositor e sem muita "rasgação de seda" mas com muito respeito e admiração, pude bater um papo bacana com um músico cristão que de fato admiro. 

Primeiro, lá no longínquo início dos anos 90, não me esqueço de ouvir pela primeira vez: "Pra cima Brasil" ou "Brasil, olha pra cima!" que me inspirou a compor "Doce Pátria" essa, junto a meu pai. Depois, lá nos meus primeiros contatos com o saxofone e os casamentos, "Essência de Deus" virou figurinha fácil no meu repertório. Mas nada me marcou tanto no trabalho de João quanto o seu disco acústico de nome homônimo lançado em 1999. Durante quase dois anos, trabalhei em um escritório de uma grande empresa de granito no município de Serra no Espirito Santo e por vários meses trabalhei fazendo minhas coisas da profissão, plugado a um fone de ouvido que tocava e retocava por semanas a fio este cd, numa daquelas obsessões que poderíamos dizer que arranharia o vinil se estivesse tocando numa vitrola. Bons tempos.

Por fim, anos depois, comecei a interagir musicalmente com o Betinho, violonista autodidata de primeira, que é um apaixonado por violão clássico e músicas regionais. Não por acaso, curte muito o trabalho do João Alexandre, daqueles que se isola de todos e tira as músicas do cara, notinha por notinha, arranjo por arranjo.

Dentre tantas composições deste poeta cristão que aprecio, sou apaixonado pela versão musicada por João do Salmo 84. De uma simplicidade harmônica e de uma coerência melódica tão grande que deixaria os  filhos de Coré boquiabertos. É impossível uma alma de sensibilidade poética ficar indiferente ao ouvir e contextualizar essa linda mensagem timbrada na aveludada voz alexandrina.

Ouvir ou tocar esta canção além de suas atribuições melódicas apuradas, me remete a uma viagem particular ao mais íntimo da minha espiritualidade. Ela tem a capacidade de me fazer refletir, meticulosamente, sobre a minha fé. Não foram apenas meia dúzia de vezes em que comecei a ouvi-la e terminei num momento de serena oração dizendo para Deus coisas só minhas, palavras que só eu sei...agradecendo a Deus por ter permitido que eu nascesse em sua presença, me extasiando em poder dizer que aceitei a Jesus como Salvador, feliz, rememorando todas as vezes que adentrei dentro da minha igreja e peguei aquela guitarrinha velha de cordas enferrujadas e as troquei com todo zelo e cuidado, lembrando das vezes em que o culto começaria as dezenove mas eu chegava as dezesseis, e passava as horas tocando canções no salão da batista renovada, no "móveis zezinho", no salão do centro ao lado do shopping...então começa a fazer sentido pra mim: "quão amáveis são os teus tabernáculos..." começo a sentir um amor profundo e uma necessidade inquietante de entrar na presença de Deus. "Louvar-te-ão continuamente"...me lembro de todas as vezes que junto ao ministério de louvor, começávamos a ensaiar um corinho e não tínhamos hora pra terminar tomados pela alegria do Espirito Santo de Deus.
Essa canção colabora e muito para me fazer crer que é um prazer imenso servir a Deus, um privilégio, impar, sem par, inigualável.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Leva o guarda-chuva...vai chover


Não foram poucas as vezes que saí de casa agasalhado com um imenso guarda-chuva preto de ponta aguda pendurado no braço, contra a minha vontade. Mas isso, depois de inúmeras outras vezes que, todo arredio e cheio de mim mesmo, ignorei os apelos da minha mãe, me chamando pra voltar pra casa e pegar os apetrechos protetores antes de sair pra qualquer lugar que fosse. Ela dizia:

- Bruno, coloca a blusa, vai fazer frio.

E eu:

- Que frio nada mãe. "Tá" tranquilo! Vou levar blusa não.


Ai, eu, babaca, ficava lá no passeio com os amigos, com os pêlos dos braços arrepiados e beiço roxo, por causa da minha teimosia em não ouvir as recomendações da mamãe. Inevitavelmente, me vinha na memória a cena de mamãe pendurada na janela de casa gritando "leva a bluuuuuuusa". Isso aumentava minha raiva.

Vocês podem não acreditar, e mamãe também não, se estiver lendo isso, mas sempre que sou aconselhado por alguém sobre algo que vale a pena meditar sobre, me vem na mente como uma película de um filme de sessão da tarde, a imagem de mamãe gritando "leva a bluuuuuuuusa" ou quando ela já vinha lá de dentro da casa com aquele guarda-chuva da familia Adams me entregando para sair.

Tem gente que não sabe ouvir conselhos. Um tanto de gente por se achar auto-suficiente em tudo outro tanto por ser burra mesmo. Neste caso, ambos os exemplos são de pessoas burras.

"Ouve o conselho, e recebe a correção, para que no fim sejas sábio." - Provérbios 19:20

Nós só tomamos conhecimento de que fizemos "bobagem" depois da prática da tal "bobagem". É o caso de Adão, que só viu que estava nu e se escondeu de Deus, depois de sua desobediência. Foi assim comigo, depois de tantas chuvas e tremedeiras de frio.

Ninguém é tão superior que nunca tenha conselhos a serem observados. Conselhos são alertas, trocas de experiências, parâmetros que com certeza, se não se aplicam hoje, algum dia se aplicarão. As vezes temos que descer de nossa arrogância e prepotência e reconhecer que precisamos de ouvir recomendações de quem nos quer bem, mesmo porquê, quem está de fora tem uma ótica diferente da nossa, em relação a nossa pessoa, em relação ao que somos. As vezes achamos que estamos fazendo a coisa certa, e estamos tremendamente errados.

Não é feio repensar. Não é humilhante reavaliar. Não é vergonhoso reconhecer erros e replanejarmos a rota.

Tenho aprendido muito com a vida, muito com meus amigos, superiores profissionais, com minha familia, com minha esposa. Estou sempre procurando tirar lições de tudo, dos conselhos que recebo, das dicas, orientações...mas veja bem, tem um segredo com esse lance de ouvir conselhos...a palavra de Deus fala sobre isso...a principal referência de conselhos está na Bíblia, e se pautarmos os conselhos com o que diz a palavra de Deus, seremos felizes com as escolhas que fizermos.

Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.
Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá. 
Salmos 1:1-6

Felicidade se faz com música

Olá a todos!

Enfim, resolvi de vez expor minhas escritas. Sempre quis escrever, apresentar um pouco as idéias que estão sempre enclausuradas na minha mente, sem ter como escapar. Espero que gostem de tudo o que eu carinhosamente estou apresentando ai. E, se por um caso, precisares de uma banda pra tocar no seu casamento, na sua festa, no seu evento...estamos ai, fácil falar comigo. Abraços.

Abraço a todos.

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