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domingo, 28 de abril de 2013

A evolução da música

Olá pessoal do Casa & Música,

Estamos um pouco sumidos, não é verdade?! Os afazeres e a correria da vida as vezes afetam a gente também! Mas hoje assisti um vídeo interessantíssimo que resolvi compartilhar com vocês! Olha que bacana!!! Muita criatividade e talento!!!

sábado, 6 de abril de 2013

A vida com sabor de tutti-frutti


Pedro tinha comprado um sapato novo. Era a primeira vez que iria usá-lo. Usou desodorante para os pés, calçou meias novas, atarracou o pisante nos cascos e saiu pela porta da sala. Ao passar pelo portão da varanda e dar o primeiro passo na calçada, pisou em um cocô de cachorro. Daqueles bem fedorentos, grudentos e quentes, feitos a pouco tempo. Pedro irou-se profundamente.

Um milhão de palavrões diferentes poderiam ter sido ouvido de sua boca, se Pedro não fosse um daqueles cristãos convictos. Mesmo assim, deu um soco no muro, jogou o jornal pendurado debaixo do braço no chão, ofendeu a mãe do cachorro. Sem mais o que fazer, depois de inchar sua veia jugular, voltou pra dentro de casa com um pé descalço e o sapato cagado na mão. Ao entrar em casa percebe a porta do banheiro encostada com o barulho do chuveiro espirrando água pelo chão vazio. Mete o olho pela brecha da porta entreaberta e vê seu filho de seis anos caído no chão desacordado. Joga o sapato pro alto, dá um empurrão porta adentro ao mesmo tempo que grita sua mulher na cozinha. Pega o menino molhado no colo, inconsciente e sai desesperado gritando por socorro no meio da rua. Entra na frente de um carro sem medir as consequências. O carro pára com uma freada brusca. Pedro dependurasse na janela e pede ao moço a caridade de levar ele e o filho combalido ao hospital. Nem espera a resposta e ajeita o menino no banco traseiro e assenta-se no banco do carona. O estranho não tem tempo para explicações e acelera para o hospital.

Sem ter tempo de organizar as informações na cabeça, só depois de alguns minutos Pedro recobra o raciocínio e resolve olhar para o motorista e prestar maiores esclarecimentos. Ao encarar o sujeito, percebe lágrimas nos olhos daquele homem. Olha mais um pouco, e vê uma arma entre as pernas do estranho. Se assusta com a cena, mas o desespero por ver o filho desfalecido era maior e lhe dava coragem naquela hora pra não fazer loucuras. Então resolve perguntar para o moço o porque das lágrimas, o porque da arma. O homem em prantos responde que a poucos meses havia perdido o filho e a mulher em uma tragédia e estava decidido a se matar. Pedro começa a consolar aquele homem falando de Jesus, do amor de Deus, enquanto o carro corria em disparada rumo ao hospital para o salvamento do garoto. Quanto mais Pedro falava, mais o homem chorava. A criança permanecia desacordada enquanto Pedro continuava com a mão estendida sobre o pulso do menino para aferir sua vida.  O motorista revela que se chama Augusto e no meio daquela tensa situação resolve que as palavras sobre Jesus que Pedro havia lhe falado mudou seu coração. Desistiu do suicídio, queria aceitar Jesus.

Ao chegar no hospital, Augusto deixa Pedro e o filho no atendimento de emergência e vai dirigindo para casa de sua irmã. No meio do caminho, Augusto passa por um rio, joga a arma fora e faz uma oração. Queria conhecer melhor o Deus anunciado por Pedro, que no meio daquela situação horrorosa encontrou forças pra lhe falar de amor. Chegou na casa de sua irmã, tocou a campainha. Rosália, sua irmã o recebeu na manhã daquele sábado.Não entendeu nada. Chamou Augusto pra dentro. Abraçou o irmão e inesperadamente ouviu Augusto falar de um amor que ele acabara de conhecer. Augusto disse que realmente o amor de Jesus era verdadeiro e foi capaz de salvá-lo da morte naquela manhã. Rosália também chorou. Resolveu que também queria conhecer esse amor que o irmão lhe contou. Sem muita prática, mas muita fé, os dois resolvem fazer uma oração ali abraçados e juntos. Pediram perdão a Deus pelos pecados e juntos declararam que queriam sentir a presença de Jesus em suas vidas. No fim do dia Augusto foi embora. Naquela noite, Rosália pensou muito sobre sua vida, sua decisão de querer conhecer o amor de Cristo. Decidiu que a primeira coisa a fazer seria pedir perdão ao pai de quem a vinte anos não tinha noticias sequer.

Na manhã seguinte, pega um ônibus e parte da capital São Paulo para o interior do estado procurar o conserto com o pai. Milhões de lembranças na cabeça e um desejo enorme de acertar tudo. Rosália queria paz, e só teria paz se conseguisse reparar os erros do passado. As brigas com o pai já não faziam sentido mais e manter a distância só validava a amargura como uma ferida que não quer sarar. Ao chegar no lugarejo, surpresa de alguns que reconheciam por detrás das rugas de Rosália aquela jovem que um dia foi embora sem informar o paradeiro. Quando seu pai avistou com suas vistas cansadas a filha perdida, danou-se a chorar. Um aperto profundo tomou aquele coração cansado e sofrido. Rosália abraçou o pai, seu Nicanor. Sem palavras, banhados de lágrimas, pediram perdão um ao outro. Rosália ficou para o jantar. Sônia a sobrinha desconhecida filha da falecida Odete sua irmã mais velha, põe o café da tarde enquanto prepara o jantar. Sônia com seus vinte e poucos anos sente um enorme prazer por conhecer a irmã de sua falecida mãe. Olha pra Rosália e enxerga em seu rosto os traços maternos precocemente retirados dela, sente-se chamada pela mãe ao ouvir seu nome pronunciado  pela nova tia. Ninguém ali estava mais vislumbrada do que Sônia.

Ao final da visita, Sônia faz um pedido inesperado: pede a tia para dar moradia a ela na cidade grande. Queria ir pra capital pra estudar e ter uma profissão. Rosália fica feliz e emocionada com a proposta da sobrinha. Aceita imediatamente e com o consentimento do pai leva a jovem pra cidade, deixando seu Nicanor morando com o genro e Mirinha, antiga ajudadora da família desde os tempos de sua mãe viva.

Sônia parte com a tia para a capital. Cheia de sonhos, cheia de esperanças. Ao chegar em São Paulo e se instalar na casa de sua nova tutora, vai com a tia congregar em uma igreja perto de casa. Faz novos amigos, vive uma nova vida. Com um ano termina os estudos e se prepara para a faculdade. Com muito empenho e dedicação consegue uma vaga na universidade federal de medicina. Já na faculdade, também faz muitos amigos e interage com a vida agitada do campus.

Numa manhã de primavera, Sônia caminhando pelos pátios da universidade encontra uma menina sentada na sarjeta. Uma linda menina malcuidada. Cabelos por lavar, unhas encardidas, roupas malcheirosas, com uma mochila maltrapilha nas costas e um semblante de sofrimento. Sônia decide abordar aquela jovem. Descobre que tratava-se de Olívia, uma aluna de medicina que a vários dias não aparecia nas aulas. Olívia havia duas semanas que não pisava em casa. Se envolveu no mundo das drogas e o vício estava consumindo suas forças de tentarem sair daquela situação. Estava sem dinheiro e já havia praticado seus pequenos delitos para conseguir sustentar o vício. Sônia com muito custo carrega Olivia sobre os ombros e a leva para  sua casa. Dá um banho na moça, dá-lhe roupas limpas, liga para os parentes informando o paradeiro da garota, e em menos de uma hora os pais aparecem para buscá-la. Sônia convida Olivia para visitar sua igreja, convite prontamente aceito.

No sábado seguinte, houve uma festa da juventude. Olivia compareceu. Lá ela conhece a todos, mas chama atenção especial de alguém: Heitor, o jovem mais cobiçado das meninas de plantão. Com o passar do tempo e com a frequência de Olívia nos cultos daquela igreja ela e Heitor se tornam íntimos. Surge o pedido de namoro. Olivia conta ao pretendente sobre os recentes problemas que tivera com as drogas. Ele compreende e promete ajudá-la em nome do amor que durante aquele curto tempo brotou em seu coração. Com seis meses de namoro, Heitor é aprovado em um concurso público e teria que se mudar para um estado distante, no centro-oeste do país. Propõe Olívia em casamento. A pequena, a essa altura livre das drogas, apaixonada e já convertida a Cristo aceita o pedido e resolve casar-se e ir embora com seu novo amor.

Depois do casamento, da despedida dos familiares e amigos veio a partida. Olivia e Heitor partem rumo ao desconhecido, rumo a oportunidade de uma vida melhor. Heitor chegando no lugar, uma cidade de importância regional naquele interior do país, descobre um cenário diferente do que havia imaginado. Lotado  em uma companhia de saneamento básico como engenheiro descobre que havia muito o que fazer na periferia daquele lugar. Entusiasmado com seu novo emprego e cargo na empresa, Heitor utiliza toda sua capacidade administrativa para implementar as mudanças de melhoria e pouco a pouco vai chamando a atenção dos líderes políticos do lugar. Pouco tempo depois, Olivia recebe um convite de uma colega da nova faculdade para uma festa de aniversário. Essa amiga de nome Alice era filha do prefeito do lugar.

No dia e horário da festa, Olivia e Heitor marcaram presença no lindo aniversário da filha do prefeito, nova amiga de Olívia. Heitor fora apresentado aos convidados, apertou a mão de muita gente, brincou e ouviu brincadeiras naquele clima amistoso típico de uma festividade. Num determinado momento, Heitor fora apresentado oficialmente ao prefeito da cidade. O prefeito, gente boa toda vida, deu um forte abraço em Heitor e lhe contou que já ouviu falar do seu trabalho na companhia de abastecimento da cidade. Naquela mesma festa, estava presente o governador do estado. E o inusitado aconteceu: Heitor foi convidado a assumir a secretaria de infra-estrutura daquele estado. Depois de semanas de negociação e conversações Heitor aceita o novo desafio profissional com uma condição: de levar consigo para a capital do estado João Luis, seu braço direito na empresa de saneamento.

Um mês depois, lá estava João Luis com sua esposa Renata e Marco Antônio, seu filho de oito anos mudando-se para a capital para assessorar o novo secretário estadual de infra-estrutura: Heitor Alves. João Luis e Renata formavam um lindo casal. Renata tinha um sonho na vida: ser mãe. Depois de sofrer dois abortos espontâneos e uma gravidez de alto risco, concebeu Marco Antônio um lindo garoto levado da breca. Marco Antônio era muito inteligente apesar da sua síndrome de down. Na mudança para a capital, Renata matriculou seu filho na nova escola. Dentre muitos amigos que Marco Antônio fez, um foi especial: Vitor. Vitor e Marco Antônio se transformaram rapidamente em melhores amigos. Daqueles que viviam dormindo nas casas uns dos outros, passeando juntos e tudo o mais. Essa proximidade dos garotos também aproximou João Luis e Renata de Katsuo Tanaka e Angélica Tanaka, pais de Vitor.

Por volta do primeiro ano completado da nova vida na capital, Renata e João Luis convidam o casal Tanaka para um passeio no pantanal. Uns dias de férias. Afinal o sonho do filho Marco Antônio era conhecer um jacaré de pertinho e Vitor também ia no mesmo embalo. Aceito o convite, partiram para o tão esperado divertimento turístico. Os adultos adoraram a oportunidade de descansar na natureza, as crianças se encantaram com a realização do sonho. Na volta para casa, por força de inconvenientes inusitados, João se viu obrigado a seguir viagem no meio da noite com seu carro. A estrada era ruim, trechos sem asfalto, serração e mata fechada lá pelas tantas da madrugada. Em determinado momento eis que uma cena chocante brota diante dos seus olhos: uma carreta desgovernada avança sobre um pequeno automóvel e um terrível acidente acontece. João pára o carro com todos a bordo e junto ao amigo Tanaka vasculham por vidas. Destroços, ferros retorcidos e corpos desfigurados. Sem vestígio de vida, já se dando por vencidos, Tanaka ouve um gemido vindo de dentro do carro. Lança uma luz para dentro do carro destruído e vê o brilho dos olhos de uma pequena garotinha. Era Sofia, a filha do casal que acabara de sofrer a fatalidade. Sem ferramentas mas um ímpeto enorme de ajudar, João e Tanaka começam a revirar a lataria destruída e buscar um jeito de salvar a vida daquela pequena. Depois de muita luta na solidão daquela estrada vazia, conseguem retirar a sobrevivente, uma garotinha de cinco anos de idade. Pequena, franzina, assustada e ilesa, Tanaka leva a criança ao carro do amigo no seu colo. Angélica sua esposa abraça a criança e chora como se recebesse nos braços o próprio filho, que junto ao amiguinho dormia no banco de trás. Levaram a menina para o hospital, cuidaram dela. No dia seguinte, descobriram que os únicos parentes diretos da menina eram os pais, ciganos viajantes que viviam a perambular pelo país sem rumo e sem destino.Angélica fez um pedido ao marido: queria adotar Sofia. Entraram com os papéis. A justiça concedeu favorável a adoção da criança ao casal Tanaka, que além de Vitor agora tinha uma nova integrante.

Sofia cresceu, recebeu a melhor educação que uma criança poderia receber. Vinte e cinco anos se passaram e Sofia se tornou uma linda mulher de olhos verdes, cabelos cor de ouro, sorriso encantador e formas esculturais. Sua beleza era tamanha que na região era convidada a fazer comerciais de tv, por isso resolveu estudar publicidade e propaganda. Com muito trabalho e esforço acabou conquistando uma bolsa de pesquisa para estudar mestrado em São Paulo.

Mudou-se para a mega-metrópole. Alguns meses se passaram Sofia conheceu Roberta e ficaram muito amigas. A amizade foi tanta que dividiram o apartamento e moravam juntas. Roberta levou Sofia na igreja que congregava e a partir dai, todos os domingos, saiam da igreja e passavam na sorveteria ponto de encontro dos jovens do bairro. Num desses encontros, Sofia conheceu Felipe. Descobriram muitas afinidades. Felipe também fazia mestrado na mesma área que Sofia, detestavam berinjela, ovo frito com gema mole, gostavam de ouvir jazz e diferente da esmagadora maioria das pessoas, detestavam sorvete de chocolate, tinham o gosto em comum pelo sabor de tutti-frutti. Foram algumas semanas de flerte até Felipe convidar Sofia para sair.

Foi um almoço de sábado. Muito especial por sinal. Falaram mais sobre seus gostos, suas preferências...contaram histórias da vida...Felipe contou que pensou em ser artista de circo, Sofia disse que fazia propagandas de tv na sua terra natal. Riram bastante, se divertiram um com um outro. Falaram de seus sentimentos. Conversaram sobre suas pretensões. Deram o primeiro beijo. Olharam para o dia, e sentiram que ele estava mais belo. Saíram do restaurante de mãos dadas e foram para o parque da cidade, caminhando mesmo. Foi ao chegar no parque que algo desagradável aconteceu: Sofia pisou em um cocô de cachorro e sujou sua sandália novinha comprada para o encontro. Sentiu-se envergonhada, cuspiu alguns marimbondos de raiva. Felipe sorriu, arranjou um pedaço de papel sujo jogado na rua e prontamente limpou o calçado da namorada. Foi ai, sem se alterar ou inflamar a moça, que ele revelou algo interessante:

- Sofia, se eu estou vivo hoje é porque meu pai pisou em um cocô de cachorro.

Em meio a sorrisos continuou:

- Meu pai ao sair de casa pisou em um desses e por causa disso teve tempo de me socorrer de uma parada respiratória que eu sofri. O médico disse que se demorasse mais alguns minutos eu teria morrido. Então, não me incomodo mais com esse tipo de coisa, porque aprendi que tudo tem um propósito nessa vida.

Nesse instante, passa um carrinho de sorvete e o sorveteiro oferece:

- Moço, estou voltando pra sorveteria só tenho dois últimos sorvetes aqui de sabor tutti-frutti, vai querer?

Sofia agora já sorridente responde:

- Vamos sim é o nosso favorito!

"E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito."  Romanos 8:28

sábado, 30 de março de 2013

A ressurreição que virou ovo



Eu queria escrever algo sobre a Páscoa no sentido espiritual hoje e já tinha até pensado em um título diferente: "Eu sou a ressurreição e a vida" após ler João 11:25:


"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; "


Vou falar sim da ressurreição de Cristo, mas não sem antes refletir algo com vocês.

Vem cá, como é que o símbolo da lembrança da ressurreição de Cristo se transformou em ovo de chocolate?

Não é de hoje que fico "cabreiro" com isso. Não sei se é o diabo ou se é o homem mesmo, mas a capacidade que o ser humano tem de distorcer o que é sagrado em profano é algo impressionante!

Muito pouca gente sabe na verdade de onde surgiu o tal do papai Noel no meio do natal, não se sabe explicar sobre coelhos que botam ovos de chocolates, árvores de natal, panetones, peixes, castanhas do pará etc e etc e tal. Se buscarmos nos estudos históricos as respostas das origens desses rituais, vamos mesmo é ficar boquiabertos com tanta coisa macabra incorporada ao cristianismo reproduzidas das práticas pagãs.

Tem o dedo de muita adoração a ídolos nesses ritos todos. Lógico, se você procurar alguma explicação racional, plausível sempre vai surgir uma que faz "mais ou menos" sentido. No caso do ovo de páscoa por exemplo, um religioso vai te afirmar que o ovo é um símbolo de nascimento e coisa e tal...mas a verdade toda desse lance de ovo é que, antes mesmo de Cristo ovos eram cozidos e comidos durante os festivais pagãos do antigo Egito, Pérsia, Grécia e Roma. Coloridos, eram presenteados para celebrar a chegada da florida primavera, depois do inverno branco no Hemisfério Norte. Estas culturas tinham o ovo como emblema do universo, a palavra da suprema divindade, o princípio da vida. Os sacerdotes druidas escolheram o ovo como símbolo de sua seita.

Vamos parar por ai, porque afinal de contas, não sou historiador e se eu for ter que buscar fontes fiéis para alicerçarem todas essas afirmativas ai, vai me dar um trabalhão, e o pior, vamos fugir completamente do foco que estamos refletindo neste texto.

O que quero refletir mesmo é que desde longa data, temos sido conduzidos pela força da religião, ou da força do mundo capitalista (não sei qual dos dois primeiro ou depois) a distorcermos completamente o sentido espiritual da verdade que cremos.

Se você tem uma tv a cabo com canal infantil e uma criança em casa com plenos poderes para assisti-la, saiba que neste exato momento sua criança está sendo treinada mentalmente a entender que a páscoa é ovo de páscoa, chocolate, coelho, presente e brinquedo. Mentiras são plantadas na mente de nossas crianças, não de agora, mas de algum tempo já, tanto, que nossa sociedade, os adultos de hoje, pouco sabem sobre a verdadeira Páscoa: a que deveria trazer a memória sobre a principal vitória de todo aquele que crê em Cristo: a ressurreição dentre os mortos, o túmulo de Jesus vazio, a soberania de nosso Salvador sobre a morte, ou mesmo da Pessach dos judeus, a festa em celebração a fuga dada por Deus da escravidão no Egito.

O problema disso é o distanciamento da verdade, a terrível distância que se abre entre os verdadeiros valores e as fábulas mentirosas. Por conta desse mal costume milenar, as pessoas estão se distanciando de Deus. Lucram os patrões, os donos de fábrica de chocolate, o mundo capitalista, e perde a fé.

Por essa "troca" da verdade pela mentira, milhões e milhões de indivíduos estão hoje "perdidões" neste mundo, afastados de Deus, descrentes e mortos na fé: porque deixaram de refletir no poder da ressurreição de Cristo para se empanturrarem de ovos de chocolate, para curtirem mais um feriado de pernas pro ar.

Tradições pagãs estão sempre pegando carona no simbolismo cristão. Confundindo o povo, conduzindo pra um "jeito mais suave", "facilitando as coisas". Na verdade, parecem muito com a condução da serpente sobre Eva lá no Jardim não acham? Rapidamente a serpente "quebrou" os argumentos de Eva, dizendo tudo o que ela queria ouvir, e lá foi o homem obedecendo a um falso argumento.

Na verdade, na verdade, estas "festas oficiais cristãs" apresentadas no calendário católico pouco ou nada representam a real essência do cristianismo. Essa "não representatividade" não está somente relacionada a toda essa influência secular, mas sim porque nossa fé não está embasada em ritos, e sim em conduta de vida, em relacionamento com Deus, em atitudes e ações que demonstram para o mundo de que temos as características de quem seguimos. Não adianta celebrar a páscoa se não entendemos e aceitamos a ressurreição daquele a quem Deus enviou.

O caráter transformado é a principal característica de quem já morreu e nasceu de novo em Cristo Jesus. O amor, a piedade, a compaixão, a solidariedade, a temperança, a benignidade, a correção, o testemunho são os elementos principais desse caráter.

*****

Jesus estava em Jerusalém quando recebeu a notícia de que em Betânia Lázaro, seu íntimo amigo, estava a beira da morte. Quatro dias depois da morte de Lázaro, para lá partiu Jesus a fim de ressuscitá-lo. A bíblia relata este diálogo nesta ocasião:


Depois disse aos seus discípulos: "Vamos voltar para a Judéia".

Estes disseram: "Mestre, há pouco os judeus tentaram apedrejar-te e assim mesmo vais voltar para lá? "
Jesus respondeu: "O dia não tem doze horas? Quem anda de dia não tropeça, pois vê a luz deste mundo.
Quando anda de noite, tropeça, pois nele não há luz".
Depois de dizer isso, prosseguiu dizendo-lhes: "Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou até lá para acordá-lo".
Seus discípulos responderam: "Senhor, se ele dorme, vai melhorar". Jesus tinha falado de sua morte, mas os seus discípulos pensaram que ele estava falando simplesmente do sono.
Então lhes disse claramente: "Lázaro morreu, e para o bem de vocês estou contente por não ter estado lá, para que vocês creiam. Mas, vamos até ele".
Então Tomé, chamado Dídimo, disse aos outros discípulos: "Vamos também para morrermos com ele". 
João 11:7-16


Ao ler esta passagem, me emociono com esta fala talvez despercebida de Tomé: "Vamos também para morrermos com ele." -  Não vou tecer comentários sobre o óbvio, deixo a seu gosto interpretar e refletir sobre essa fala de Dídimo.

Eu aqui chego a minha própria conclusão: Discípulo verdadeiro morre com Cristo para também ressuscitar com ele.

E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios.
E, partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com ele, os quais estavam tristes, e chorando.
E, ouvindo eles que vivia, e que tinha sido visto por ela, não o creram.
E depois manifestou-se de outra forma a dois deles, que iam de caminho para o campo.
E, indo estes, anunciaram-no aos outros, mas nem ainda estes creram.
Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados à mesa, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado.
E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;
Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.
Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus.
E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém.
Marcos 16:9-20


sábado, 23 de março de 2013

A era da banalidade

Compartilhe isso com 10 amigos senão vai cair um meteoro na sua cabeça.


Sou um usuário das redes sociais. Acho um grande barato a instantaneidade da comunicação, a oportunidade de expressarmos nossas idéias e o estreitamento das relações humanas. A tecnologia moderna trouxe esse recurso e acredito mesmo que estamos num caminho sem volta quanto a isso.

No entanto, toda essa liberdade de expressão, essa facilidade de "falar e ser ouvido", e consequentemente, de ouvir tudo o que se diz (ou ler tudo o que se escreve), tem um preço. E um alto preço. Custa caro.

Somos levados a clicar em conteúdos - vídeos, imagens, mensagens - de coisas banais, de valor intelectual e espiritual nulo, quando não degradante.

Tá, pra parar de buscar linguagem culta e falar o famoso "português claro", está tudo mesmo virando "uma bagunça", um "troço de doido", um "manicômio de loucos", de insanos, de desocupados, de pessoas que estão contribuindo para a degradação da nossa nação, pessoas que estão minando o evangelho e isso tem a ver com nosso título proposto: a era da banalidade.

Nunca se perdeu tanto tempo, nunca se gastou tanta energia participando, assistindo, compartilhando, dando atenção a coisas fúteis, sem valor cultural, sem importância em significado e em relevância qualitativa para o nosso crescimento quanto seres humanos, em coisas que não irão contribuir para a transformação de vidas.

Ouvi um comentário do Alexandre Garcia pela rádio dizendo que não vê com bons olhos o uso de redes sociais. Acho mesmo, sem ser "caxias", que ele tem até bastante razão. Li hoje um comentário de um articulista de A Gazeta na mesma linha.

Mas não são somente as conclusões destes formadores de opinião que tem me aberto os olhos. Tenho chegado a esta conclusão por mim mesmo: estamos entrando numa fase de decadência profunda de nossos valores, de nossa moralidade, de nossa postura e compostura, de nossa ética e de nosso bom senso.

Estamos nos entregando sutilmente a banalidade. É só compararmos com a palavra de Deus que chegamos a estas conclusões.

Quer um clássico exemplo?

"Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para que os que crêem em Deus procurem aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens.
Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs.
Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o,
Sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado."
Tito 3:8-11


Fico vendo jovens, adolescentes e até mesmo adultos, postando coisas do tipo "eu amo Jesus" ou frases de efeito de pastores e lideres juvenis, cantores etc...mas participando de debates ridículos sobre coisas inúteis, e o pior: tentando defender "Jesus" sem argumento coerente nenhum, sem testemunho verdadeiramente cristão, sem conhecimento da palavra de Deus.

Pessoas que se expõe ao ridículo e expõe o evangelho ao ridículo também. Resultado: Não se convence ninguém e ainda nos expomos ao vexame.

Ao mesmo tempo que se publica uma "frase crente", logo abaixo, na mesma tela do computador, tem uma mensagem profana, indecente e carregada de erotismo e subversão.

Quando damos muito tempo a inutilidades, enchemos nossa mente de porcaria. Viramos refém de nossa própria inação.

"Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.
Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele.
Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou."
1 João 2:4-6


Sinceramente: você consegue imaginar Jesus compartilhando porcaria na internet? Você consegue ter a dimensão de que Jesus está no altos céus contemplando suas atitudes?

Que tipo de cristianismo sujo, impuro, nojento e fraudulento estamos vivendo meus irmãos!?!?!

Isso é sério! Jesus não é brincadeira, seguir Jesus não é divertimento, não é entretenimento. É uma decisão, é um caminho que requer decisões, que requer renúncia, que requer pacto, pagamento de preço.

Por nossa banalidade, estamos vendo ai os gays se organizando e empurrando sua imoralidade "guela" abaixo de nós, de toda a sociedade, nos taxando de homofóbicos, fazendo manifestação em portas de igrejas, ridicularizando e diminuindo o evangelho.

E de quem é a culpa disso? DE TODOS NÓS, cristãos, que estamos na internet nos entupindo de porcaria. 

O que vai combater esses carentes de salvação não é compartilhando imagens de facebook, xingando mensagens de ódio, atacando com palhaçadas, discursos moralistas e "frases gospel". O que vai combater isso tudo é JOELHO NO CHÃO, VIDA CONSAGRADA, PERFIL SANTO, VIDA DIFERENTE, ORAÇÃO, JEJUM, COMPROMETIMENTO VERDADEIRO COM A CAUSA DE CRISTO.

Pense nisso. Pratique isso.

Não digo aqui que devemos excluir perfis em redes sociais, nos isolarmos de tudo e todos...devemos sim, ser diferentes, usarmos nosso tempo com prudência, mostrarmos pra esse mundão que realmente seguimos os passos de Cristo.

Junte-se a nós nessa caminhada. Sejamos verdadeiros seguidores de Cristo.

Resumão:

Pare de postar porcaria no facebook;
Leia mais a Bíblia;
Ore mais;
Jejue mais;
Se consagre mais;
Vigie seu comportamento;
Ajude mais os outros. Tem muita gente que precisa de você.


"Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra;
Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus."
Colossenses 3:2-3

sexta-feira, 15 de março de 2013

Felicidade se faz com música


Este é o lema do Casa & Música: Felicidade se faz com música!

Não foi assim a toa, ou por frase de efeito que esse slogan surgiu. Na verdade após anos e anos atuando como músico, tocando na igreja, em eventos diversos, casamentos e aniversários, cheguei a cristalina conclusão de que os momentos marcantes da vida de qualquer um de nós sempre, sempre mesmo vem embalado com música.


Tem aquela música que marca nosso namoro, nosso noivado, nossa graduação (quem não se lembra de we are the champions?)...até no aniversário tem o batidíssimo, mas atualizadíssimo parabéns pra você!

No casamento não poderia ser diferente. A música é especial. Mexe com tudo na vida da gente. Invade o mais íntimo...

Gosto do que faço, amo esse privilégio que Deus me deu de saber tocar um instrumento, ao ponto de não conseguir imaginar minha vida sem um violão.


Felicidade se faz com música

Olá a todos!

Enfim, resolvi de vez expor minhas escritas. Sempre quis escrever, apresentar um pouco as idéias que estão sempre enclausuradas na minha mente, sem ter como escapar. Espero que gostem de tudo o que eu carinhosamente estou apresentando ai. E, se por um caso, precisares de uma banda pra tocar no seu casamento, na sua festa, no seu evento...estamos ai, fácil falar comigo. Abraços.

Abraço a todos.

brunodearamos@gmail.com
(28) 9923 5466
(28) 9922 5062